domingo, 12 de fevereiro de 2012

As Festas da Carne


Por Cecília N. de Oliveira



Pesquisando sobre a origem do Carnaval, encontrei a seguinte explicação:  “o carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja (...).” (Gabriela Cabral, equipe do Brasil Escola)
O Brasil é conhecido como o País do Futebol e do Carnaval. Na verdade, se formos analisar bem, aqui tem carnaval o ano inteiro. Até as cidades mais pobres promovem festas quase que mensalmente. Para as pessoas, é comum beber, dançar e cometer todo tipo de imoralidade carnal. Algumas, as mais “certinhas” se abstêm dessas práticas durante uma quarta-feira do ano ou durante uma semana, que de tão excepcional para elas, é chamada de “santa”.
            O carnaval é a festa da carne e como o próprio nome e a própria origem dizem, ele existe para que as pessoas liberem suas naturezas carnais, extravasem suas emoções e desejos e vivam intensamente as paixões que durante o ano inteiro foram reprimidas. As pessoas se sentem muito à vontade para, no carnaval, fazerem aquilo que desejaram fazer nos demais dias e por algum motivo não ousaram. Algumas até usam drogas pela primeira vez, outras escolhem essas datas para perderem a virgindade ou tirarem a de alguém. Alguns casados traem seus cônjuges para sentirem na pele a emoção de fazer algo mais libertino! Isso é a festa da carne. As pessoas saem nuas ou seminuas pelas ruas, sem pudor algum. Muitas usam ou usavam máscaras para se sentirem mais à vontade para praticar atos obscenos. Tudo isso em nome de uma pseudo-alegria que toma conta de todos; uma energia cósmica que cega os incautos.



Mas, o que Deus fala sobre isso? Será que desaprovar o carnaval é coisa de igreja, é coisa de gente radical, é coisa de gente triste que não consegue ver a alegria dos outros, é coisa de gente mal-amada? A Bíblia traz-nos um exemplo de uma festa semelhante aos moldes do carnaval. Isso aconteceu no deserto, com o povo de Israel, quando Moisés passou quarenta (40) dias e quarenta (40) noites no monte, recebendo de Deus os dez (10) mandamentos. O povo achou que Moisés havia morrido e por isso fez um ídolo para adorarem, um bezerro de ouro. Depois de o adorarem, eles se levantaram para beber, dançar e folgar, ou seja, cometer atos pecaminosos e libertinos entre si. O resultado dessa atitude foi morte. O Senhor mandou Moisés descer e matar a todos os que participaram daquela festa profana, desde os mais velhos até os mais novos. Nenhum ficou em pé dos pecaram contra Deus.
Se nós cremos de fato em Deus e a maioria das pessoas que promovem o carnaval diz que crê, e até usa seu nome em frases do tipo: “Se Deus quiser, nossa escola será vencedora esse ano”, “Deus dá tudo na hora certa e esse é o meu momento de brilhar na passarela”, e tantas outras que ouvimos nas rádios e assistimos pela TV. Então, se nós, de fato, cremos em Deus, precisamos dar ouvidos ao que Ele nos diz e é claro que isso só pode estar escrito na Sua Palavra, a Bíblia e não em cartas de tarô, horóscopo ou nas linhas das nossas mãos.


I Pedro 1:15 diz “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento”. Ser santo é ser separado das práticas pecaminosas do mundo (todas descritas acima) e dedicar todo o seu viver a Cristo, que foi quem lhe salvou. Nosso padrão de comportamento é Deus que é Santíssimo eternamente. Quando somos filhos de Deus, recebemos dEle Seu Espírito Santo, o qual habita em nós e nos convence do pecado. Ele alerta-nos quando agimos de maneira que desagrada ao Criador e nos capacita a fugirmos das tentações da nossa própria carne.
Enquanto cristãos genuínos, nós devemos buscar auxílio no Senhor para vivermos em santidade, separados do mundo, alimentados pela Palavra de Deus e servindo-O fielmente. Esse é o único padrão de vida aceitável para o crente. Todavia, se não nos separarmos do mundo, ele nos sugará cada vez mais, tentando manchar a imagem de Deus em nós restaurada e nos tornar parecidos com ele, infamando o Evangelho. Nenhum de nós está livre disso, por isso devemos vigiar e orar continuamente, a fim de não sermos surpreendidos em erro.
Mas, se você está pensando: “Eu não me preocupo, pois não participo do carnaval, sou muito caseiro, só vou de casa para a igreja e até participo de retiros durante as festividades profanas”, pare e pense um pouco. A festa da carne não necessariamente acontece fora da Igreja ou fora de você. Lamentavelmente, muitos crentes estão festejando a carne não somente durante quarto (4) dias ao ano, mas continuamente, em seus maus procedimentos.

Quando o cristão celebra o carnaval?



Nós celebramos a festa da carne quando mentimos e enganamos ao nosso próximo. Essa é uma tendência natural do ser humano. Todavia, nós que somos de Cristo não devemos nos amoldar às paixões carnais e por mais que soframos o dano devemos falar sempre a verdade. Veja o conselho de Deus: Efésios 4:25: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.”



Celebramos o carnaval também quando falamos mal uns dos outros.  Esse é o pecado da maledicência e a Bíblia está cheia de advertências contra esse pecado, pois ele traz consequências muito danosas tanto para a vítima quanto para quem o pratica. Alguém já disse que a fofoca é como um saco de pena jogado do alto de uma montanha: por mais que você se esforce não conseguirá juntar todas novamente. Muitas vezes damos ouvidos a conversas de terceiros e já comunicamos a outrem, e com acréscimos, sem nos preocuparmos se é verídico, sem irmos até o irmão para auxiliá-lo naquela possível fraqueza e pensamos que iremos ficar impunes por isso. Há muita gente rotulada injustamente nas igrejas, porque os crentes decidiram se tornar juízes de aparência; consideram-se donos da verdade e nem se dão ao trabalho de conferir se o que estão divulgando por aí procede ou não. Deus cobrará de todos os que procedem assim. Cabe a nós vigiarmos para não recorremos a esse erro. Veja a ordem de Deus: Tiago 4:11: "Irmãos, não faleis mal uns dos outros. aquele que fala mal do irmão, ou julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz".



Celebramos o carnaval quando invejamos os outros. A inveja também é uma obra da carne e se a cultivarmos estaremos fazendo dela um carnaval cotidiano em nossas vidas. Não devemos ter inveja de ninguém, pois o Senhor concede a cada um de nós a Sua graça e Ele dá conforme necessitamos, nem mais nem menos. Devemos sim, nos inspirarmos uns nos outros, procurando seguir os bons exemplos que cada um tem a oferecer. Mas, em primeira instância, não devemos ter inveja dos atributos de ninguém, porque Deus não se agrada dessa atitude. Precisamos buscar em Deus crescimento espiritual, excelência nas outras áreas de nossas vidas, pois é para Ele que estamos vivendo, trabalhando, estudando, cuidando, servindo. Então, o bem que acontece aos outros deve ser para nós motivo de alegria, de nos unirmos mais e mais e não de nos separarmos. Veja o que Deus diz sobre isso: Tiago 3:15: “Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica”


Celebramos o carnaval quando nos vestimos como o mundo, com sensualidade e imodéstia. A palavra modéstia no grego é “aidos” que quer dizer “respeito”. É usada como sinônimo de pureza moral de comportamento. Então, nós não nos vestimos bem apenas quando vestimos roupas compridas, sem decotes ou transparências. Mas quando, além disso, nosso comportamento é respeitoso e puro, sem más intenções.  Quando não agimos corretamente nessa área, estamos festejando a festa da carne, da nossa carne por sentirmos prazer em nos parecermos com o mundo e da carne dos homens que se sentirão tentados por quem se veste e se comporta dessa maneira. Veja a ordenança de Deus: I Timóteo 2:9: “Da mesma sorte que as mulheres em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso (...).
Até aqui percebemos que há muitas maneiras diversas de o crente celebrar o carnaval, mesmo sem estar participando de um bloco carnavalesco nem bebendo ou dançando. Devemos, todavia, lembrar que o Senhor cobrará tanto daqueles que estão lá no mundo quanto dos que, dentro da Igreja, estão se comportando da mesma forma ou pior, sob o pretexto de que estão indo aos cultos, então, “dos males o pior”. Muito cuidado, amados! Deus é um Justo Juiz e Ele não deixará de ser Bom, nem amoroso se exercer a Sua justiça e cobrar dos salvos e não salvos por praticarem a iniqüidade.



Deixo dois versículos para a nossa meditação final e por aqui me despeço agradecendo a oportunidade de compartilhar da Palavra:
“(...) Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”
(Gálatas 2: 19 b-20)


 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Apontamentos para um casamento feliz





Por Cecília N. de Oliveira

Nesses apontamentos gostaria de destacar algumas informações básicas que podem auxiliar os casais que querem viver para honra e glória do Senhor Jesus. Tenho aprendido muito com essas reflexões, as quais tenho encontrado na fonte da Palavra de Deus, nosso manual de instruções, bem como tenho aprendido em livros cristãos, direcionados ao casamento. Espero com eles resumir o que tenho lido e aprendido e edificar a vida daqueles que querem fazer o certo e com isso honrar a Deus com seus casamentos. Vamos aos tópicos!
PS>> Dirigido às mulheres. Preparado para um chá de panela.

Entenda e respeite as diferenças




Em Gênesis 2: 18, o Senhor decide criar a mulher, pois viu que não era bom que o homem estivesse só. Isso não significava que Deus achou que Adão precisava de alguém para dividir o trabalho com ele, alguém que lhe fosse apenas bom amigo ou algo assim. Caso fosse apenas isso, Deus poderia sugerir que Adão treinasse algum animal forte do jardim para auxiliá-lo ou até mesmo poderia criar outro homem, tão forte quanto ele, o que seria mais vantajoso se a questão fosse apenas divisão de trabalho. Mas não, Deus contemplou a solidão de Adão, ele viu que sua criação precisava de alguém que lhe complementasse e ai surgiu Eva.
Segundo Karl Barth (cristão teólogo), o termo “auxiliadora idônea” vem do hebraico (ézer kenegdo) e significa “oposto a ele”, “correspondente a ele”. E esse tremo auxiliador (a) foi usado 21 vezes no Antigo Testamento e sempre no sentido de um grande auxílio em momentos de necessidade. Assim, Deus estabeleceu as diferenças de gêneros não para pôr a mulher como inferior ao homem, mas diferente; chamada por Deus para uma missão especial, de prestar auxílio e ser sua companheira, aquela que o completaria.         Já a palavra varoa, que também designava Eva, em hebraico é ishishah, e pode ser derivada de outra cujo significado é “ser macio e frágil”.
Vemos que o Senhor criou homem e mulher completamente diferentes, com necessidades diferentes. Assim, quando o homem se une a uma mulher no casamento (que foi estabelecido por Deus e é uma bênção), é importante que ambos entendam bem essas diferenças de gêneros, a fim de evitarem conflitos bobos que, em longo prazo, desgastam a relação.
Os homens são considerados mais racionais porque Deus os criou assim. Deus os dotou dessa capacidade a fim de que eles pudessem exercer a liderança na família. As mulheres são frágeis e tendem a ser mais emotivas porque Deus assim o quis, a fim de que o relacionamento pudesse ser equilibrado e um auxiliasse o outro nas suas limitações. Quando o homem tende a resolver tudo à ponta de faca, a mulher intervém com sua sensibilidade; quando a mulher tenta resolver tudo no calor da emoção, o homem intervém com sua racionalidade. Sabendo ouvir um ao outro, muitos problemas que existiriam são evitados.
O homem tem inumeramente mais testosterona que a mulher. Esse é um hormônio que, dentre outras funções, aumenta o nível de irritabilidade e força no ser humano. Por isso vemos claramente que os homens naturalmente em sua maioria possuem mais força que a mulher e tendem a ser mais irascíveis. A mulher por outro lado possui infinitamente mais estrogênio que o homem. Esse hormônio lhe dá uma capacidade incrível de verbalizar suas opiniões, de analisar e identificar as feições do outro; ou seja, a mulher consegue fazer o famoso espelhamento e entender o que você quis dizer ou sentiu só em olhar para você, já o homem sente mais dificuldade nisso, pois não possui estrogênio. Homens e mulheres são diferentes!
Quando a mulher casa e quer tratar o marido como trata a sua melhor amiga, ela vai ter conflitos, porque ele é um homem e homens pensam, agem e sentem de maneira diferente. Ao entender essas diferenças, a mulher poderá evitar muitos conflitos e de fato auxiliar seu marido.

Pondere a maneira correta de se expressar




            Muitas vezes, quando identificamos que o nosso amado não está agindo conforme seu dever, esqueceu de fazer algo importante ou está sendo grosseiro, sentimo-nos no dever de cobrar dele uma mudança. Todavia, o normal é que se vá com muita sede ao pote e exija tal mudança com muita ênfase. Quando fazemos isso, somos interpretadas como desrespeitosas; o que não é bom. Assim, podemos até estarmos corretas, mas erradas na nossa maneira de falar.
O Senhor já nos advertiu sobre isso em Eclesiastes 3:7 que diz que há: “... tempo de estar calado e tempo de falar”, e mais em Provérbios 25:11: “Como maçãs de ouro em salvas de prata assim é a palavra dita a seu tempo”. É preciso ponderar sempre bem a forma de falar e a maneira de falar. Às vezes dizemos tudo o que queremos dizer, sem considerar se o outro está pronto para ouvir ou se está em seu melhor momento, ou se está entendendo aonde queremos chegar. Nesses momentos, tudo o que conseguimos é nos frustrarmos e saímos sem resolver o problema. A dica é: Pondere bem a forma de falar e ore a Deus pedindo o melhor momento, a fim de que as coisas sejam resolvidas e seja bom para todos.

Aja e não reaja




            Em Provérbios 10:19, o Senhor nos ensina que “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os seus lábios é prudente”. No que isso tem a ver com o casamento? Tudo! Quando a mulher se sente magoada, sua tendência é reagir dizendo coisas em que não acredita a fim de mostrar sua indignação. Ou seja, ela reage. Mas, essa reação dela não é bem vista pelo marido que geralmente reage de maneira mais agressiva e nesses casos os dois saem feridos. Nesse versículo, Deus nos ensina que não é bom ficar insistindo em falar o que vem na cabeça, pois é prudente calar e moderar os lábios.
            Esse princípio não se aplica apenas para a fala; devemos nos esforçar para moderar nossas expressões faciais quando não gostarmos de algo. A solução está sempre na conversa e na oração. Em vez de responder no mesmo tom ou fazer uma “careta” para o seu cônjuge, às vezes até na frente de outras pessoas, o que só agrava a situação, procure o melhor momento e converse com ele; explique-lhe que, não ele, mas aquela atitude a deixou magoada e que, por favor, ele procure não repeti-la. Agindo assim, em vez de reagir, você não somente ganhará a admiração do seu marido, mas evitará ser magoada muitas vezes.

Considere a importância do respeito




Em Efésios 5:33, nós vemos um segredo oculto: “Não obstante, vós, cada um de per si, também ame a sua própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite o marido”. O segredo é que existe uma perfeita conexão entre amor e respeito: os homens são ordenados a amar e as mulheres são ordenadas a respeitar.
Estou certa de que nós já ouvimos inúmeras pregações sobre casamento na qual os pregadores enfatizam que o marido deve amar a sua esposa e que deve se sacrificar por ela e que deve até morrer por ela, se for necessário. Porém, não existem muitas pregações que enfatizam a tremenda importância de a esposa respeitar o marido. Esse é, sem dúvida, um segredo para um casamento feliz.
É natural para a esposa amar o marido, porque ela foi criada por Deus com essa capacidade, isso lhe é inerente, é natural que ela o ame e que espere que ele a ame da mesma forma. Já para o marido isso não é natural, devido às diferenças de gênero. Para ele o natural é respeitar e impor respeito. Por isso que Deus deu ordens diferentes ao casal, porque suas necessidades são diferentes.
Isso é conhecido como a “Conexão entre Amor e Respeito”. Quando o marido se esforça para amar a esposa e tratá-la com carinho, ela naturalmente reage tratando-o com respeito e isso o motiva a tratá-la cada vez mais amorosamente sendo até capaz de morrer por ela. Por outro lado, quando o marido trata a esposa de maneira grosseira e desamorosa, ela reage com atitudes que para ele são desrespeitosas, o que o motiva a ser mais duro e por aí vai. Isso é conhecido como o “Ciclo Insano”, a insensatez que nunca acaba, salvo quando um dos dois toma a iniciativa de fazer o certo.
Nós, enquanto esposas, devemos ter em mente que o respeito é muito importante para nosso marido e que mesmo que não tenhamos a intenção de sermos desrespeitosas, ele vai interpretar dessa forma e se não esclarecermos e tomarmos a atitude ideal, as brigas vão continuar.
Para quem está na dúvida como eu já estive, respeito significa “um sentimento positivo de estima por uma pessoa e também ações especificas e condutas representativas daquela estima”. Se você quiser mostrar respeito por seu marido, então, mostre sua estima por ele, ponha em evidência suas qualidades e evite ficar batendo nas mesmas teclas negativas, pois elas não vão abençoar seu casamento. Claro que não se trata de esquecer os problemas nem ignorá-los. Trata-se de buscar o momento certo de considerá-los e buscar igualmente a maneira de se expressar, não fazendo das reclamações um ato cotidiano.
Em I Pedro 3:1-2 vemos ainda mais a importância do respeito: Ele opera milagres! “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas aos vossos próprios maridos, para que, se alguns deles ainda não obedecem à palavra, sejam ganhos, sem palavra alguma, por meio do procedimento de suas esposas, ao observarem o vosso honesto comportamento cheio de temor”. Esse comportamento aqui descrito denota respeito, que é a linguagem masculina!

Edifique seu lar
            Provérbios 14:1 diz que “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola com as próprias mãos a derruba”. Ser sábia é entender as diferenças e respeitar o marido. É tratá-lo com honra e respeito, sempre o motivando. Sendo respeitosa, ele se sentirá constrangido a sempre melhorar e a amá-la ainda mais, sendo capaz de até morrer por ela.
Não há um versículo na Bíblia que diz que o homem deve edificar o seu lar. Isso nos leva a refletir: Que poder a mulher tem de exercer influência sobre seu marido! A mulher virtuosa deve usar isso sempre para abençoar e nunca para destruir.

Desrespeito não resolve o problema


PS>> Nada contra os corinthianos!


            Críticas, piadas, respostas malcriadas, arrogância e cobranças insistentes não resolvem o problema. Quando a esposa age assim, o marido só ouve e só enxerga desrespeito. Ele não presta atenção nas sugestões que ela está dando, apenas na sua expressividade e fica mais irritado. Dessa forma, ele reage com atitudes que para ela são grosseiras e por ela se sentir injustiçada por tentar ajudar e ser tratada daquela maneira, ela reage com mais reclamações, o que ele entende como mais desrespeito e por aí vai...
            Para evitar esses problemas que desgastam o casamento, é preciso ser sábia, tomar atitudes que edifiquem o lar e não destruí-lo com as próprias mãos. O respeito é tão importante para os homens que o rei Salomão encheu o livro de Provérbios com advertências sobre a mulher rixosa, ou seja, aquela que vive buzinando ao ouvido do seu marido.
No livro de Ester 1:17, vemos essa preocupação claramente no caso do rei Assuero com a rainha Vasti. Ela tomou uma atitude desrespeitosa e ele simplesmente se separou dela e procurou outra para casar-se. O medo era que todas as outras mulheres do reino seguissem o exemplo da rainha e fossem desrespeitosas com seus maridos. Os homens temem muito perder a autoridade. Então, a mulher virtuosa deve satisfazer essa necessidade de seu marido e tratá-lo com toda a honra. Ninguém que fez isso de todo o coração como ao Senhor já se arrependeu.

Para refletir



·         Procure sempre perguntar a si mesma: “O que estou prestes a dizer ou a fazer parecerá desrespeitoso para meu marido?
·         Procure não reagir, deixar a poeira baixar e sempre conversar com maturidade: mimo ou pirraça nunca resolveu conflito algum.
·         Quando seu marido for duro com você, procure saber se ele se sentiu desrespeitado com alguma atitude sua e assim, resolvam os mal entendidos.
·         Respeitar o marido é respeitar acima de tudo a Cristo. Se não formos submissas aos nossos maridos, estaremos sendo insubmissas a Deus.
·         Tudo o que fizermos deve visar à glória de Deus e não nossa.

Conclusão

Procure incentivar seu marido, reconhecendo seus pontos positivos, valorizando seus esforços e honrando-o. Não somente obedeça-o, mas esteja de coração aberto para ele. Deus honra a esposa respeitosa e submissa.

Graça e paz.