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domingo, 20 de novembro de 2011

Aprendendo com o ministério de Paulo


Por Cecília N. de Oliveira

Esse devocional é fruto de reflexões feitas ao longo da leitura anual da Bíblia, que estou fazendo com o meu amado marido. Há alguns dias, passando já pelo final do livro de Atos (Capítulos 21 a 26), decidi ir registrando em um guardanapo de papel os ensinamentos que o ministério do apóstolo Paulo me trouxe a fim de compartilhar com as amadas da sociedade feminina da Igreja onde congrego. Eis aqui o sumo.
A vida do apóstolo dispensa introdução, não é mesmo? A maioria de nós sabe que ele foi um vaso escolhido de Deus para levar o Evangelho aos gentios, tarefa árdua para qualquer cristão, se lembrarmos do contexto de opressão, perseguição e dominação gentia para com Israel na época, bem como da fervorosa oposição dos judeus para com tais pessoas. Paulo era judeu zeloso, mas Deus quis fazer dele um cristão zeloso, que se necessário fosse, entregasse sua própria vida em favor da propagação do Evangelho da paz.
Bem, em Atos 21:5, retiramos a primeira lição desse devocional. A oração era prática comum ao ministério de Paulo. Notamos que ele não ia decidindo os rumos que suas viagens missionárias tomariam por si só. Ele estava continuamente buscando o conselho do Senhor em oração, buscando ter comunhão íntima com o pai a fim de que as pessoas pudessem ver Cristo através dele (o que funcionou e muito!). A comunhão com Deus era primordial para fazer sempre a vontade dEle.
O primeiro segredo para que um ministério específico seja bem sucedido é a intimidade com Deus. Quando falo de ministério estou querendo me referir antes de tudo a nossa vida, pois como cristãos fomos chamados a servir a Cristo e irmos testificando da Palavra onde quer que estejamos, seja em nosso lar, como esposas, maridos, pais, filhos, irmãos, netos... Seja no nosso trabalho, como empregador ou empregado, seja nas instituições de ensino, como alunos ou como professores... Seja nas ruas, como amigos, como vizinhos... Nossa vida é, antes de tudo, nosso ministério. E é bem possível que, sendo executado da forma que agrada a Deus, Ele queira nos estender a outros ministérios, como o de cuidado com seus filhos, o de visitação, o de oração, o de aconselhamento etc.
O maior exemplo de oração nós tiramos do próprio Deus, o Senhor Jesus! Ele, sendo deus, buscava quando em terra, intimidade com o Pai, e sempre se retirava estrategicamente para ter esse momento de oração e comunhão. A tarefa do Senhor era muito árdua e para executá-la ele estava ciente de que precisaria de toda a firmeza que Deus dá quando o buscamos em oração. Jesus, agindo assim, deixou-nos o exemplo a seguir. Bom Mestre!
Mais adiante, em Atos 21:13, Paulo estava retirado na casa de um irmão evangelista e preparava-se para ir a Jerusalém. Contudo, veio até ele um profeta, avisando-lhe que seria preso e entregue nas mãos dos gentios, caso fosse àquela cidade. Qualquer um de nós ficaria no mínimo assustado e pensaria até em desistir. Paulo teria até um pretexto para usar: poderia ter sido um aviso de Deus para que ele não fosse, para preservá-lo. Ele estava agora na companhia de crentes fieis e poderia servir a Deus com mais segurança ao lado deles. Mas, o que o apóstolo fez foi o contrário. Ele não temeu pela própria vidam antes, negou-se a si mesmo, tomou a sua cruz e seguiu os passos de Cristo.
Essa é uma lição mui preciosa. Quantos de nós mundo a fora estão vivendo um pseudo Cristianismo! São tantos aqueles que se dizem cristãos, mas negam-no com suas ações. De fato, o Senhor não nos prometeu uma vida sem problemas, um ministério terreno sem perseguições nem abundância de bens. Ele nos prometeu dor e sofrimento, para por meio deles irmos crescendo, mas também nos prometeu que estaria conosco todos os dias e ao fim estaríamos com Ele no céu, que é real!
Essa mensagem não está sendo muito divulgada nas igrejas. A Bíblia diz claramente em II Timóteo 3:12 que todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Como, pois, esperarmos viver o genuíno Cristianismo tendo uma vida sem compromisso, sem devoção, sem defendermos a Palavra de Deus com o nosso procedimento e com as nossas palavras? Se vivermos de qualquer forma jamais seremos perseguidos, pois o diabo não perderá tempo com árvores infrutíferas. Ele se preocupa mesmo é com aquelas que querem dar frutos, e por isso lança pragas de todas as formas para impedir o crescimento. Todavia, aqueles que querem verdadeiramente frutificar podem lançar-se aos pés do Senhor, depender dEle, viver para Ele que o diabo fugirá dos tais.
Ainda em Atos 21, no versículo 36, notamos que Paulo não cedeu à oposição, nem temeu por sua segurança e vida, antes manteve o firme propósito de ser um vaso de bênção e um porta-voz das verdades de Deus. Nós, da mesma forma, não podemos desanimar quando sofremos oposição de malfeitores, de pessoas que não se preocupam com as almas perdidas nem intentam glorificar o nome de Deus. Quando tais coisas nos sucederem, devemos nos manter firmes na fé, crendo que o Senhor está no controle de tudo e Ele está conosco quando estivermos com a verdade. Jan Silvious disse: “O Cristianismo não oferece uma saída para as dificuldades; ele oferece domínio sobre as dificuldades”. Isso é muito interessante, pois às vezes queremos soluções imediatas e esquecemos-nos de aprender com os problemas, que são tão mais ricos e frutíferos que a abundância e bonança. A árvore cresce e frutifica muito mais sendo podada.
O apóstolo Paulo também nos ensina muito sobre evangelismo. Em Atos 21:39 em diante vemos que ele buscava sempre a oportunidade para testificar do Evangelho. Em uma situação como aquela, de risco, ele poderia ter se resguardado, ter procurado se defender das acusações injustas, mas não, ele preferiu evangelizar, porque entendia que isso era mais importante do que sua própria vida. Ele já estava salvo, queria agora trabalhar para que mais pessoas tomassem conhecimento da verdade, se assim Deus permitisse. Assim nós também devemos cavar as oportunidades, reconhecê-las em potencial e usá-las.
Paulo também nos ensinou que o Senhor usa as capacidades que ele nos deu para servirmos na Sua obra. Paulo usava o conhecimento que tinha para a glória de Deus. Talvez outros apóstolos tivessem maior dificuldade em evangelizar nos contextos que Paulo foi introduzido por Deus, devido a barreira intelectual. Paulo foi posto por Deus para pregar a reis, governadores e pessoas proeminentes. Deus o havia preparado para isso e ele usou seu conhecimento para servir. Em Atos 22:2 em diante, vemos que ele conhecia mais de um idioma, possuía mais de uma nacionalidade e conhecia a fundo os costumes tanto dos gentios quanto dos judeus. Isso foi grandemente usado pro Deus para que não somente pessoas naquela época cressem no Evangelho, mas para que também nós, depois de séculos, pudéssemos ser edificados. Vale a pena buscar o conhecimento e com ele servir piedosamente a D4eus. Paulo é exemplo disso.
Outro aspecto do ministério de Paulo que nos ensina grandes coisas é que ele era irrepreensível tanto diante de Deus, quanto diante dos judeus e dos gentios, apesar do que diziam a respeito dele. Esse é um privilégio que todo crente deveria ter! Que maravilha! A Palavra de Deus nos exorta a esse respeito em I Pedro 2:11 e 15, dizendo: “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo em que falam mal contra vós como de malfeitores, observando-vos em vossas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. (...) Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos”.
Um grande prova de que o apóstolo Paulo fazia as coisas para o Senhor e somente para a glória dEle foi que, quando abandonado pelos seus antigos amigos, ele não ficou deprimido nem desistiu de prosseguir a servir ao Senhor (Atos 24:5/ Atos 26:5-7). Antes, esqueceu-se das coisas que ficaram para trás e prosseguiu para o alvo, olhando para o Autor e Consumador da sua fé, Jesus. Essa é também uma lição que tiramos para nossa vida com Cristo. Frequentemente nos decepcionamos e decepcionamos pessoas. Isso é comum, dado que somos pecadores. Porém, essas coisas não devem nos paralisar nem nos impedir de continuar servindo uns aos outros pelo Senhor. Vamos aprender com Paulo. Se olharmos para o alvo, que é a glória de Deus, nosso ego se tornará pequeno demais para o notarmos.
Na situação de Paulo, conhecer a lei era primordial para que El soubesse como proceder nas situações de conflito e de risco. Em Atos 25:9-11, notamos que ele era conhecedor das leis que o regiam e isso foi usado em prol do Evangelho, dado que assim sabia desviar das ciladas e também mostrava convicção ao defender-se e defender a sua fé. Como cristãos conscientes, devemos igualmente conhecer as leis que nos regem, a fim de podermos nos utilizarmos desse conhecimento para defender nossa fé. Não é sensato vivermos em um país sem sabermos as coisas que estão planejando instituir, sem participarmos da vida pública e interferirmos nas decisões tão importantes. O Senhor tem nos posto aqui também para abençoar o mundo e se nós nos eximirmos de atuar, o mal não se eximirá. Já disseram que o mundo ainda está do jeito que está graças aos verdadeiros cristãos e eu creio nisso. Nós devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para que as coisas caminhem da forma como devem caminhar. Para isso, é necessário defendermos nossas convicções e para isso é necessário buscarmos o conhecimento. Podem crer que isso é serviço ao Senhor também! Lembrem sempre: “O Senhor capacita os escolhidos”. Então, escolhidos, busquem ser capacitados pelo Senhor!
Para concluir, Paulo foi considerado como um louco por causa da Verdade. Vemos isso em Atos 26:24-25. Mas, isso não o intimidou. A oposição, as críticas, as injúrias, as prisões, as mentiras, o abandono, nenhuma dessas coisas impediu Paulo de realizar a obra para a qual Deus o chamou. Que nenhuma das dificuldades que a vida nos traz venha nos impedir de servir ao Senhor piedosamente. E que esse serviço também seja feito em humildade, dando sempre a glória devida ao nome de Deus, como fez o apóstolo em Atos 26:28-29. Se prestarmos bastante atenção nesse texto, veremos que Paulo deixou claro que a conversão daquelas pessoas não dependia da persuasão dele, antes da permissão de Deus, embora ele desejasse muito que todos fossem salvos.
Que busquemos a comunhão com Deus através da oração, da leitura detida da Palavra dEle. Que estejamos dispostos a negarmo-nos a nós mesmos, tomarmos nossa cruz e seguirmos os passos do Mestre Jesus. Que não venhamos a ceder à oposição, mas buscarmos sempre as oportunidades para testificarmos da nossa fé. Que nossas atitudes sejam sempre irrepreensíveis diante de Deus e dos homens e que não fiquemos deprimidos quando formos abandonados pelos outros, pois é natural para os que vivem em santidade. Que busquemos o conhecimento para servirmos a Deus de modo mais capacitado e que, mesmo sendo considerados como loucos que estão perdendo a própria vida, não nos intimidemos e continuemos firmes na fé, servindo com piedade e humildade, dando a devida glória Àquele que nos salvou!

Graça e paz.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não estamos num parque de diversões, estamos em campo de batalha.


Por Cecília N. de Oliveira

Às vezes nós não conseguimos entender as situações que acontecem no dia a dia...  Ficamos perplexos com o pecado do mundo, a frieza do povo de Deus, a insensibilidade de tantos. Minha avó sempre diz: “Nós estamos no fim dos tempos, porque estamos vendo coisas que nunca vimos”. Ela tem razão. A Bíblia mesma nos adverte que os últimos tempos seriam (e estão sendo) tempos difíceis.
         Sobre isso algumas pessoas dizem: “Que nada! Sempre existiu pecado no mundo!” É verdade, mas o pecado tem evoluído de tal forma que os últimos tempos têm sido, indubitavelmente piores do que os primeiros. Vemos isso em I Timóteo 4:1: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. Isso já está acontecendo... Infelizmente muitas de nós conhecemos pessoas que começaram aparentemente bem na carreira cristã e terminaram enganadas e enganando a outros; desviando-se da fé e seguindo ensinamentos de homens ou de demônios, sendo guiadas pela própria corrupção e pelos desejos dos seus corações perversos.
Em II Timóteo 3: 1-5 diz que “Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos (orgulhoso, pabuloso), arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis (que não perdoa), caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados (cheios de si), mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”.
Esse perfil nós conhecemos demais. É por isso que é tão difícil às vezes a convivência em ambientes de trabalho muito cheios; porque as pessoas estão sempre querendo ser melhores do que as outras; elas querem diminuir o próximo para se darem bem; querem explorar a boa vontade alheia e fazer o que for  preciso para se sobreporem. Isso se generaliza para outros lugares também como as famílias, as igrejas, e os relacionamentos interpessoais em geral. O ser humano está cada dia pior e não se enxerga a fim de buscar em Deus o auxílio para ser melhor e glorificá-lO com sua vida.
É triste vermos que isso também tem chegado na Igreja do Senhor. O próprio Jesus disse, em Lucas 18:8: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”. Ele já sabia que a Igreja dos últimos tempos seria assim em sua maioria.
Diante dessa realidade, o que devemos fazer? Conformarmo-nos com uma vida mais ou menos? Não, amados. Devemos buscar em Deus um avivamento espiritual, a fim de não fazermos parte do grupo dos frios dos últimos tempos. Para isso, precisamos buscar na Palavra de Deus o auxílio necessário para reavaliarmos nossa vida diariamente e voltarmos para o alvo: glorificarmos a Deus, servindo-O em amor e fervor.
Um dos textos mais conhecidos e fundamentais que a Palavra de Deus nos oferece como esse suporte é Efésios 6:13-18. Vamos relembrar:

"Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Estais, pois, firme, cingindo-vos da couraça da justiça.
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz, embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda a oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos".

·         Cinto da Verdade
·         Couraça da Justiça
·         Sandália Preparação do Evangelho da Paz
·         Escudo da fé
·         Capacete da Salvação
·         Espada do Espírito (A Palavra de Deus)

Está cada vez mais próxima a volta de Cristo e nós não estamos vivendo em um parque de diversões, mas sim num campo de batalha. Dessa forma, os cristãos devem estar cada vez mais atentos e não andarem desprevenidos, pois o diabo está atlerta, tentando nos abater, nos desestimular, nos impedir de servirmos fielmente a Deus.
Se nos apropriarmos da armadura de Deus, estando em comunhão com Ele, teremos um resultado, que O agradará demais. Vamos ver qual é? Está em II Timóteo 3:12, que diz: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. Esse é o resultado de quem vive em Cristo. Provavelmente será Mal visto, sofrerá injúrias, será abandonado por muitos, será caluniado e tantas outras coisas. Mas, pense biblicamente: É muito melhor sofrer todas essas coisas fazendo o certo do que viver na prática do pecado, estando sujeitos à ira de Deus.
“Em todas essas coisas somos mais do que vencedoras por aquele que nos amou!”

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quem NÃO É Deus


Por Cecília N. de Oliveira

Como ouvimos falar de Deus! Parece que todos são cristãos. Aqui no Brasil, então, onde passamos ouvimos falar de Deus; seja nas ruas, nos hospitais, no ônibus, então, sempre! Os feirantes costumam concluir a venda com um afetuoso: “Deus te abençoe”; e por aí vai...
Mas, o que me parece é que de fato poucos conhecem a Deus como deveriam conhecer... As pessoas costumam alimentar uma ideia completamente equivocada de Deus, imaginando-O conforme suas conveniências e exigindo que Ele aja conforme suas ilusões.
Pois bem, com esse devocional, gostaria de falar quem NÃO É Deus. Precisamos urgentemente buscar o conhecimento dEle com base em Sua própria revelação na Bíblia e não em discursos infundados, carregados de emocionalismo e “achismos” humanos.

DEUS NÃO É UM MAFIOSO

Muitos procuram Deus, em “cultos de vitória”, em busca de dinheiro e bênçãos materiais. Querem a prosperidade de suas empresas, querem sucesso em suas carreiras e acreditam que Deus é um mafioso, que se for cultuado (incoerentemente) no dia seguinte vai desviar dinheiro da contas dos trabalhadores honestos e depositar na vida daqueles que participaram intencionalmente de “cultos de vitória”. Pra fazer isso, ou Deus iria fabricar dinheiro falso ou teria que ser mafioso e corrupto, para desviar dinheiro de outrem para os “seus”.

“O SENHOR é fiel em todas as suas palavras, e santo em todas as suas obras.”
(Salmo 145:13b)

DEUS NÃO É UM MERCENÁRIO
           
Muitos crêem que se forem dizimistas e/ou doarem grandes quantias poderão comprar a salvação ou outras bênçãos, como a restauração do casamento, etc. Mas, o fato é que as bênçãos divinas não estão à venda. Deus merece ser servido pelo que Ele é e não por interesses, sejam eles quais forem. O que quer que venhamos a ofertar a Deus será apenas a nossa obrigação. Jamais poderemos dar algo a Deus que Ele não mereça ou que seja grande demais, em vista de tudo o que Ele já fez por nós; entregando-Se a Si mesmo.

“Pois, que aproveita o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?”
(Mateus 16:26)

DEUS NÃO É SURDO

Em muitas reuniões religiosas, infelizmente ainda é comum os participantes gritarem, espernearem, se debaterem e fazerem chantagem emocional com Deus, no intuito de adquirirem dEle a respostas para suas orações egocêntricas. Mas, amados, Deus não é surdo. Ele sabe todas as coisas sem que sequer as mencionemos. Só existe algo que impede que nossas orações sejam ouvidas por Deus e se chama pecado.

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas, as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”
(Isaías 59:1-2)

DEUS NÃO É UM MOLEQUE

Muitos estão querendo mandar em Deus, determinar o que Ele “tem que fazer”, como se Deus fosse um moleque que precisasse da liderança do ser humano para agir corretamente.
Que loucura estamos vivenciando nesses últimos tempos, não é, amados? Vemos o homem em sua pequenez, querendo agir soberanamente diante de um Deus o qual nem sequer podemos contemplar sem provarmos da morte! O ser humano precisa antes de tudo reconhecer seu lugar na criação de Deus e procurar exercer seu papel de servo; ciente de que tudo Deus já fez por nós; ele não nos deve nada. Aliás, nunca nos deveu. Nós que somos infinitamente de vedores perante Sua multiforme graça.

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade”
(Isaías 46:9-10)

DEUS NÃO UM COITADO

Muitos buscam auxílio em tantos lugares, conselhos de amigos, videntes, tarôs e cartas, menos em Deus, por crerem que Ele não pode fazer muito por eles. Tais pessoas estão totalmente enganadas. Enquanto permanecerem cegas em seus delitos e pecados jamais obterão o auxílio verdadeiro, que só pode vir de Deus.

“(...) segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”
(Daniel 4:35)

DEUS NÃO É UM CATIMBOZEIRO

Tem gente pensando que só pode ter contato com Deus se algo místico acontecer. Querem sentir arrepios, querem ter visões e sonhos sobrenaturais. Entretanto, Deus não é catimbozeiro. Ele deixou tudo de que necessitamos saber na Sua Palavra, a Bíblia. Ela é a autêntica revelação divina e nela podemos nos deter a fim de conhecermos e obedecermos a Deus.

“Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles: EU SOU O SENHOR vosso Deus.”
(Levítico 19:31)

DEUS NÃO É UM LADRÃO

Há tantas pessoas buscando religiões vãs e sofrendo danos por suas escolhas erradas. Perdem o pouco que possuem, prejudicam o próprio corpo e contaminam a alma.
Entretanto, Deus não é Ladrão. A Sua verdadeira religião é aquela que traz vida e em abundância.

“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”
(João 10:10)

DEUS NÃO É MAIS UM

Enfim, Deus não é apenas mais um na listas de deuses... Ele é o Único, Incomparável e Irresistível.

“Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador”
(Isaías 43:11)


"Oh, provai e vede que Ele é Bom!"

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Temperança no falar


Por Cecília N. de Oliveira

“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Filipenses 4:5).

No dia a dia, encontramos situações que nos fazem provar nosso cristianismo. Diariamente, o cristão é tentado a pecar contra o Senhor, a viver por sua carne, a instigar o Espírito Santo de Deus, a esquecer os princípios da vida com Cristo. Isso é muito difícil para nós, nos entristece e nos deixa, muitas vezes, desanimados de continuar a lutar. Mas, a Palavra de Deus já se antecipou avisando-nos de todas essas coisas e nos preparou escapes (auxílios) para nos capacitar a lutar contra elas e sermos vitoriosos através de nosso Salvador.
No devocional de hoje, gostaria de falar de uma virtude que, se a praticarmos, venceremos muitas e muitas dessas situações cotidianas, as quais nos levam a pecar contra nosso Deus, o nosso próximo e nós mesmos. Essa virtude é a temperança no falar, também conhecida como domínio-próprio.
Temperança no grego do Novo Testamento é Enkrateia e significa autocontrole, domínio próprio. Significa na linguagem cotidiana “equilibrar, colocar sob limites, assegurar o domínio da vontade sobre os instintos”. A partir do significado já percebemos como é uma virtude difícil de ser praticada, não é? A moderação é, de fato, uma das coisas mais difíceis. Isso porque estamos sempre querendo (ainda que seja só intimamente) satisfazer nossas vontades, obedecer aos nossos impulsos, tornar relevante nossas opiniões, nossos sentimentos ou nossas interpretações a respeito de tudo e de todos. Isso é natural do ser humano. É natural querermos viver de modo desenfreado, sem nos preocuparmos com as conseqüências das nossas palavras e ações.
Cotidianamente passamos por momentos em que somos tentados a responder alto e grosso a alguém que nos irrita, que nos provoca à ira, que pensa diferente de nós, que não respeita nossa postura, nossas decisões, nossas limitações... Frequentemente, pessoas nos testam, seja no trabalho, na escola, na própria casa e na Igreja do Senhor; testam nossa paciência, nossa espiritualidade, nosso domínio-próprio. Isso é no mínimo desconfortável, pois somos pecadores, possuímos uma carne maligna, que intenta a todo custo vingar-se, satisfazer-se, sobrepujar-se. Como, então, sermos temperantes no falar diante de tais situações, se somos pecadores?
Muitas pessoas dizem que a única forma de lidar com as tentações é cedendo a elas, que ser humano nenhum pode resistir-lhes, que devemos mesmo nos conformar com a forma como somos (pecadores limitados) e fazer os outros entenderem que são eles quem têm que nos aceitar como somos, pois assim é a vida. Entretanto, a Bíblia, a Soberana Palavra de Deus, nos afirma o contrário. Ela nos exorta a buscarmos sempre mais as virtudes de Deus, a andarmos no Espírito e vivermos na prática os frutos disso; dentre eles, a temperança ou domínio-próprio, como diz em: Gálatas 5:16, 25; Colossenses 3:5, 6, etc.
A temperança é muito associada à abstinência da bebida, da prática da gula e da imoralidade. Então, quando um cristão percebe que isso não é um problema para ele, sente-se o todo temperante. Todavia, a temperança é bem mais que isso. Ela nos conduz a sermos moderados em toda e qualquer situação, não apenas nas que os parecem mais críticas. O grande desafio que as Escrituras nos propõem é que sejamos moderados no dia a dia; e eu destaco aqui, no falar de cada um com o seu próximo.
Vamos pensar sobre a importância disso, sim? Você já foi injustiçado por alguém? Já foi julgado erroneamente por aqueles aos quais você respeitava? Já foi vítima de fofoca e injúria? Já foi destratado em momentos delicados, quando na verdade você estava precisando de compreensão e apoio? Já se sentiu ferido com as palavras de outrem? Acredito que a maioria dirá que sim! Mas, você já imaginou que durante toda a sua vida você já pode ter feito tudo isso com o seu próximo? Bem, disso nós não costumamos lembrar com facilidade, não é? É mais fácil lembrarmos de como fomos feridos e esquecermos das feridas que abrimos no peito do outro. Mas, a verdade é que tanto uma coisa quanto a outra são resultados de falta de temperança, falta de domínio próprio no falar.
Se cada um de nós buscarmos com fervor a prática da temperança, muitos desses males serão evitados. A Bíblia diz que se vivemos no Espírito, devemos andar também no Espírito (Gálatas 5:25). Ou seja, se somos filhos de Deus e temos o Espírito Santo de Deus habitando em nós, devemos viver de modo a praticar os frutos desse Santo Espírito. E quais são? “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança” (Gálatas 5:22). Quem é de Deus deve viver praticando a temperança. Deve renegar os desejos da carne, que são, dentre outros, “inimizades, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, inveja... e coisas semelhantes a essas” (Gálatas 5:20,21).
Quando não praticamos a temperança no falar, provocamos inimizades entre os irmãos, despertamos ciúmes, iras, discordamos de modo agressivo, promovemos divergências de maneira imatura, consequentemente dividimos os irmãos, causamos inveja e sentimentos semelhantes. Tudo isso acontece conosco quando não somos temperantes. Tudo isso é obra da carne. Nada disso é atitude coerente para um verdadeiro cristão, mas, quantos cristãos vemos vivendo na prática de tais coisas! Amados, todos nós pecamos, todos nós erramos o alvo, todos nós, infelizmente, desviamos do caminho em algumas situações diárias. Mas isso deve ser a exceção e não a regra! O cristão deveria pecar por equívoco e não por planejamento! Não foi para isso que Cristo nos salvou, para voltarmos a viver como os que não temem a Deus, pois está escrito: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão” (Gálatas 5:1). “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8:34). Ora, se depois de termos sido libertos, voltarmos às mesmas práticas do pecado, estaremos retornando à escravidão, o que não condiz com um cristão regenerado!
O pastor Israel Azevedo, do Seminário Batista do Sul do Brasil, afirmou certa vez: “... a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa”. É triste quando as pessoas não reconhecem em nós a diferença que só Cristo e Sua palavra promovem... É desanimador quando o mundo não consegue perceber a diferença entre nós e ele próprio... Isso acontece cada vez mais, tudo porque os cristãos estão esquecendo de vigiar, de orar, da comunhão com Deus e Sua Palavra, estão esquecendo os princípios elementares da sua fé, estão se comportando como qualquer incrédulo, cujas palavras são ferinas, os argumentos são egocêntricos, as atitudes são insubmissas e rebeldes e o falar é amargoso. Precisamos dia após dia fazermos uma avaliação pessoal, a fim de percebermos sempre que errarmos o alvo. Assim poderemos estar sempre melhores que o dia anterior. Sabe? A virtude da temperança no falar está intimamente ligada à humildade, pois, se formos humildes o suficiente para nos avaliarmos e reconhecermos nossos erros, jamais estaremos acusando os irmãos prontamente ao mero deslizar deles. Reconheceremos que nós, muitas e muitas vezes, pecamos e gostamos tanto quando Deus nos perdoa, quando é longânimo conosco e isso nos fará retroceder quando intentarmos ser precipitados no falar, quando intentarmos proferir acusação contra o outro, quando intentarmos vingar-nos a nós mesmos com nossas palavras, quando intentarmos julgar a atitude do irmão sem prévio conhecimento de causa, quando quisermos semear discórdias, dissensões e divisões entre os irmãos, quando intentarmos cultivar inimizades com os outros, ou seja, sempre que não quisermos exercer a temperança no falar.
Viu? A temperança é uma virtude extremamente importante para nosso viver diário. Com ela colheremos alegria, amor, paz, bondade e todo o pacote do Espírito, e sem ela estaremos destruindo as amizades, os relacionamentos, a comunhão, a paz. O pastor Hánderson Rodrigues, da Igreja Batista Regular Paraíso, sempre afirma? “O preço da obediência não é nem para ser comparado com o preço da desobediência”
Pense nisso e lute com o auxílio do Espírito Santo de Deus para ser vitorioso contra a carne e fazer do domínio próprio o tempero seu de todos os dias, para que sua vida e a dos que te rodeiam tenha muito mais sabor!