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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não estamos num parque de diversões, estamos em campo de batalha.


Por Cecília N. de Oliveira

Às vezes nós não conseguimos entender as situações que acontecem no dia a dia...  Ficamos perplexos com o pecado do mundo, a frieza do povo de Deus, a insensibilidade de tantos. Minha avó sempre diz: “Nós estamos no fim dos tempos, porque estamos vendo coisas que nunca vimos”. Ela tem razão. A Bíblia mesma nos adverte que os últimos tempos seriam (e estão sendo) tempos difíceis.
         Sobre isso algumas pessoas dizem: “Que nada! Sempre existiu pecado no mundo!” É verdade, mas o pecado tem evoluído de tal forma que os últimos tempos têm sido, indubitavelmente piores do que os primeiros. Vemos isso em I Timóteo 4:1: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. Isso já está acontecendo... Infelizmente muitas de nós conhecemos pessoas que começaram aparentemente bem na carreira cristã e terminaram enganadas e enganando a outros; desviando-se da fé e seguindo ensinamentos de homens ou de demônios, sendo guiadas pela própria corrupção e pelos desejos dos seus corações perversos.
Em II Timóteo 3: 1-5 diz que “Nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos (orgulhoso, pabuloso), arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis (que não perdoa), caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados (cheios de si), mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes”.
Esse perfil nós conhecemos demais. É por isso que é tão difícil às vezes a convivência em ambientes de trabalho muito cheios; porque as pessoas estão sempre querendo ser melhores do que as outras; elas querem diminuir o próximo para se darem bem; querem explorar a boa vontade alheia e fazer o que for  preciso para se sobreporem. Isso se generaliza para outros lugares também como as famílias, as igrejas, e os relacionamentos interpessoais em geral. O ser humano está cada dia pior e não se enxerga a fim de buscar em Deus o auxílio para ser melhor e glorificá-lO com sua vida.
É triste vermos que isso também tem chegado na Igreja do Senhor. O próprio Jesus disse, em Lucas 18:8: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”. Ele já sabia que a Igreja dos últimos tempos seria assim em sua maioria.
Diante dessa realidade, o que devemos fazer? Conformarmo-nos com uma vida mais ou menos? Não, amados. Devemos buscar em Deus um avivamento espiritual, a fim de não fazermos parte do grupo dos frios dos últimos tempos. Para isso, precisamos buscar na Palavra de Deus o auxílio necessário para reavaliarmos nossa vida diariamente e voltarmos para o alvo: glorificarmos a Deus, servindo-O em amor e fervor.
Um dos textos mais conhecidos e fundamentais que a Palavra de Deus nos oferece como esse suporte é Efésios 6:13-18. Vamos relembrar:

"Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.
Estais, pois, firme, cingindo-vos da couraça da justiça.
Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz, embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus; com toda a oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos".

·         Cinto da Verdade
·         Couraça da Justiça
·         Sandália Preparação do Evangelho da Paz
·         Escudo da fé
·         Capacete da Salvação
·         Espada do Espírito (A Palavra de Deus)

Está cada vez mais próxima a volta de Cristo e nós não estamos vivendo em um parque de diversões, mas sim num campo de batalha. Dessa forma, os cristãos devem estar cada vez mais atentos e não andarem desprevenidos, pois o diabo está atlerta, tentando nos abater, nos desestimular, nos impedir de servirmos fielmente a Deus.
Se nos apropriarmos da armadura de Deus, estando em comunhão com Ele, teremos um resultado, que O agradará demais. Vamos ver qual é? Está em II Timóteo 3:12, que diz: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. Esse é o resultado de quem vive em Cristo. Provavelmente será Mal visto, sofrerá injúrias, será abandonado por muitos, será caluniado e tantas outras coisas. Mas, pense biblicamente: É muito melhor sofrer todas essas coisas fazendo o certo do que viver na prática do pecado, estando sujeitos à ira de Deus.
“Em todas essas coisas somos mais do que vencedoras por aquele que nos amou!”

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quem NÃO É Deus


Por Cecília N. de Oliveira

Como ouvimos falar de Deus! Parece que todos são cristãos. Aqui no Brasil, então, onde passamos ouvimos falar de Deus; seja nas ruas, nos hospitais, no ônibus, então, sempre! Os feirantes costumam concluir a venda com um afetuoso: “Deus te abençoe”; e por aí vai...
Mas, o que me parece é que de fato poucos conhecem a Deus como deveriam conhecer... As pessoas costumam alimentar uma ideia completamente equivocada de Deus, imaginando-O conforme suas conveniências e exigindo que Ele aja conforme suas ilusões.
Pois bem, com esse devocional, gostaria de falar quem NÃO É Deus. Precisamos urgentemente buscar o conhecimento dEle com base em Sua própria revelação na Bíblia e não em discursos infundados, carregados de emocionalismo e “achismos” humanos.

DEUS NÃO É UM MAFIOSO

Muitos procuram Deus, em “cultos de vitória”, em busca de dinheiro e bênçãos materiais. Querem a prosperidade de suas empresas, querem sucesso em suas carreiras e acreditam que Deus é um mafioso, que se for cultuado (incoerentemente) no dia seguinte vai desviar dinheiro da contas dos trabalhadores honestos e depositar na vida daqueles que participaram intencionalmente de “cultos de vitória”. Pra fazer isso, ou Deus iria fabricar dinheiro falso ou teria que ser mafioso e corrupto, para desviar dinheiro de outrem para os “seus”.

“O SENHOR é fiel em todas as suas palavras, e santo em todas as suas obras.”
(Salmo 145:13b)

DEUS NÃO É UM MERCENÁRIO
           
Muitos crêem que se forem dizimistas e/ou doarem grandes quantias poderão comprar a salvação ou outras bênçãos, como a restauração do casamento, etc. Mas, o fato é que as bênçãos divinas não estão à venda. Deus merece ser servido pelo que Ele é e não por interesses, sejam eles quais forem. O que quer que venhamos a ofertar a Deus será apenas a nossa obrigação. Jamais poderemos dar algo a Deus que Ele não mereça ou que seja grande demais, em vista de tudo o que Ele já fez por nós; entregando-Se a Si mesmo.

“Pois, que aproveita o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?”
(Mateus 16:26)

DEUS NÃO É SURDO

Em muitas reuniões religiosas, infelizmente ainda é comum os participantes gritarem, espernearem, se debaterem e fazerem chantagem emocional com Deus, no intuito de adquirirem dEle a respostas para suas orações egocêntricas. Mas, amados, Deus não é surdo. Ele sabe todas as coisas sem que sequer as mencionemos. Só existe algo que impede que nossas orações sejam ouvidas por Deus e se chama pecado.

“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas, as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.”
(Isaías 59:1-2)

DEUS NÃO É UM MOLEQUE

Muitos estão querendo mandar em Deus, determinar o que Ele “tem que fazer”, como se Deus fosse um moleque que precisasse da liderança do ser humano para agir corretamente.
Que loucura estamos vivenciando nesses últimos tempos, não é, amados? Vemos o homem em sua pequenez, querendo agir soberanamente diante de um Deus o qual nem sequer podemos contemplar sem provarmos da morte! O ser humano precisa antes de tudo reconhecer seu lugar na criação de Deus e procurar exercer seu papel de servo; ciente de que tudo Deus já fez por nós; ele não nos deve nada. Aliás, nunca nos deveu. Nós que somos infinitamente de vedores perante Sua multiforme graça.

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade”
(Isaías 46:9-10)

DEUS NÃO UM COITADO

Muitos buscam auxílio em tantos lugares, conselhos de amigos, videntes, tarôs e cartas, menos em Deus, por crerem que Ele não pode fazer muito por eles. Tais pessoas estão totalmente enganadas. Enquanto permanecerem cegas em seus delitos e pecados jamais obterão o auxílio verdadeiro, que só pode vir de Deus.

“(...) segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?”
(Daniel 4:35)

DEUS NÃO É UM CATIMBOZEIRO

Tem gente pensando que só pode ter contato com Deus se algo místico acontecer. Querem sentir arrepios, querem ter visões e sonhos sobrenaturais. Entretanto, Deus não é catimbozeiro. Ele deixou tudo de que necessitamos saber na Sua Palavra, a Bíblia. Ela é a autêntica revelação divina e nela podemos nos deter a fim de conhecermos e obedecermos a Deus.

“Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles: EU SOU O SENHOR vosso Deus.”
(Levítico 19:31)

DEUS NÃO É UM LADRÃO

Há tantas pessoas buscando religiões vãs e sofrendo danos por suas escolhas erradas. Perdem o pouco que possuem, prejudicam o próprio corpo e contaminam a alma.
Entretanto, Deus não é Ladrão. A Sua verdadeira religião é aquela que traz vida e em abundância.

“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”
(João 10:10)

DEUS NÃO É MAIS UM

Enfim, Deus não é apenas mais um na listas de deuses... Ele é o Único, Incomparável e Irresistível.

“Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador”
(Isaías 43:11)


"Oh, provai e vede que Ele é Bom!"

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Temperança no falar


Por Cecília N. de Oliveira

“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Filipenses 4:5).

No dia a dia, encontramos situações que nos fazem provar nosso cristianismo. Diariamente, o cristão é tentado a pecar contra o Senhor, a viver por sua carne, a instigar o Espírito Santo de Deus, a esquecer os princípios da vida com Cristo. Isso é muito difícil para nós, nos entristece e nos deixa, muitas vezes, desanimados de continuar a lutar. Mas, a Palavra de Deus já se antecipou avisando-nos de todas essas coisas e nos preparou escapes (auxílios) para nos capacitar a lutar contra elas e sermos vitoriosos através de nosso Salvador.
No devocional de hoje, gostaria de falar de uma virtude que, se a praticarmos, venceremos muitas e muitas dessas situações cotidianas, as quais nos levam a pecar contra nosso Deus, o nosso próximo e nós mesmos. Essa virtude é a temperança no falar, também conhecida como domínio-próprio.
Temperança no grego do Novo Testamento é Enkrateia e significa autocontrole, domínio próprio. Significa na linguagem cotidiana “equilibrar, colocar sob limites, assegurar o domínio da vontade sobre os instintos”. A partir do significado já percebemos como é uma virtude difícil de ser praticada, não é? A moderação é, de fato, uma das coisas mais difíceis. Isso porque estamos sempre querendo (ainda que seja só intimamente) satisfazer nossas vontades, obedecer aos nossos impulsos, tornar relevante nossas opiniões, nossos sentimentos ou nossas interpretações a respeito de tudo e de todos. Isso é natural do ser humano. É natural querermos viver de modo desenfreado, sem nos preocuparmos com as conseqüências das nossas palavras e ações.
Cotidianamente passamos por momentos em que somos tentados a responder alto e grosso a alguém que nos irrita, que nos provoca à ira, que pensa diferente de nós, que não respeita nossa postura, nossas decisões, nossas limitações... Frequentemente, pessoas nos testam, seja no trabalho, na escola, na própria casa e na Igreja do Senhor; testam nossa paciência, nossa espiritualidade, nosso domínio-próprio. Isso é no mínimo desconfortável, pois somos pecadores, possuímos uma carne maligna, que intenta a todo custo vingar-se, satisfazer-se, sobrepujar-se. Como, então, sermos temperantes no falar diante de tais situações, se somos pecadores?
Muitas pessoas dizem que a única forma de lidar com as tentações é cedendo a elas, que ser humano nenhum pode resistir-lhes, que devemos mesmo nos conformar com a forma como somos (pecadores limitados) e fazer os outros entenderem que são eles quem têm que nos aceitar como somos, pois assim é a vida. Entretanto, a Bíblia, a Soberana Palavra de Deus, nos afirma o contrário. Ela nos exorta a buscarmos sempre mais as virtudes de Deus, a andarmos no Espírito e vivermos na prática os frutos disso; dentre eles, a temperança ou domínio-próprio, como diz em: Gálatas 5:16, 25; Colossenses 3:5, 6, etc.
A temperança é muito associada à abstinência da bebida, da prática da gula e da imoralidade. Então, quando um cristão percebe que isso não é um problema para ele, sente-se o todo temperante. Todavia, a temperança é bem mais que isso. Ela nos conduz a sermos moderados em toda e qualquer situação, não apenas nas que os parecem mais críticas. O grande desafio que as Escrituras nos propõem é que sejamos moderados no dia a dia; e eu destaco aqui, no falar de cada um com o seu próximo.
Vamos pensar sobre a importância disso, sim? Você já foi injustiçado por alguém? Já foi julgado erroneamente por aqueles aos quais você respeitava? Já foi vítima de fofoca e injúria? Já foi destratado em momentos delicados, quando na verdade você estava precisando de compreensão e apoio? Já se sentiu ferido com as palavras de outrem? Acredito que a maioria dirá que sim! Mas, você já imaginou que durante toda a sua vida você já pode ter feito tudo isso com o seu próximo? Bem, disso nós não costumamos lembrar com facilidade, não é? É mais fácil lembrarmos de como fomos feridos e esquecermos das feridas que abrimos no peito do outro. Mas, a verdade é que tanto uma coisa quanto a outra são resultados de falta de temperança, falta de domínio próprio no falar.
Se cada um de nós buscarmos com fervor a prática da temperança, muitos desses males serão evitados. A Bíblia diz que se vivemos no Espírito, devemos andar também no Espírito (Gálatas 5:25). Ou seja, se somos filhos de Deus e temos o Espírito Santo de Deus habitando em nós, devemos viver de modo a praticar os frutos desse Santo Espírito. E quais são? “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança” (Gálatas 5:22). Quem é de Deus deve viver praticando a temperança. Deve renegar os desejos da carne, que são, dentre outros, “inimizades, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, inveja... e coisas semelhantes a essas” (Gálatas 5:20,21).
Quando não praticamos a temperança no falar, provocamos inimizades entre os irmãos, despertamos ciúmes, iras, discordamos de modo agressivo, promovemos divergências de maneira imatura, consequentemente dividimos os irmãos, causamos inveja e sentimentos semelhantes. Tudo isso acontece conosco quando não somos temperantes. Tudo isso é obra da carne. Nada disso é atitude coerente para um verdadeiro cristão, mas, quantos cristãos vemos vivendo na prática de tais coisas! Amados, todos nós pecamos, todos nós erramos o alvo, todos nós, infelizmente, desviamos do caminho em algumas situações diárias. Mas isso deve ser a exceção e não a regra! O cristão deveria pecar por equívoco e não por planejamento! Não foi para isso que Cristo nos salvou, para voltarmos a viver como os que não temem a Deus, pois está escrito: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão” (Gálatas 5:1). “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (João 8:34). Ora, se depois de termos sido libertos, voltarmos às mesmas práticas do pecado, estaremos retornando à escravidão, o que não condiz com um cristão regenerado!
O pastor Israel Azevedo, do Seminário Batista do Sul do Brasil, afirmou certa vez: “... a vida cristã só é possível no Espírito. Fora dEle, nossa vida é como a de qualquer pessoa”. É triste quando as pessoas não reconhecem em nós a diferença que só Cristo e Sua palavra promovem... É desanimador quando o mundo não consegue perceber a diferença entre nós e ele próprio... Isso acontece cada vez mais, tudo porque os cristãos estão esquecendo de vigiar, de orar, da comunhão com Deus e Sua Palavra, estão esquecendo os princípios elementares da sua fé, estão se comportando como qualquer incrédulo, cujas palavras são ferinas, os argumentos são egocêntricos, as atitudes são insubmissas e rebeldes e o falar é amargoso. Precisamos dia após dia fazermos uma avaliação pessoal, a fim de percebermos sempre que errarmos o alvo. Assim poderemos estar sempre melhores que o dia anterior. Sabe? A virtude da temperança no falar está intimamente ligada à humildade, pois, se formos humildes o suficiente para nos avaliarmos e reconhecermos nossos erros, jamais estaremos acusando os irmãos prontamente ao mero deslizar deles. Reconheceremos que nós, muitas e muitas vezes, pecamos e gostamos tanto quando Deus nos perdoa, quando é longânimo conosco e isso nos fará retroceder quando intentarmos ser precipitados no falar, quando intentarmos proferir acusação contra o outro, quando intentarmos vingar-nos a nós mesmos com nossas palavras, quando intentarmos julgar a atitude do irmão sem prévio conhecimento de causa, quando quisermos semear discórdias, dissensões e divisões entre os irmãos, quando intentarmos cultivar inimizades com os outros, ou seja, sempre que não quisermos exercer a temperança no falar.
Viu? A temperança é uma virtude extremamente importante para nosso viver diário. Com ela colheremos alegria, amor, paz, bondade e todo o pacote do Espírito, e sem ela estaremos destruindo as amizades, os relacionamentos, a comunhão, a paz. O pastor Hánderson Rodrigues, da Igreja Batista Regular Paraíso, sempre afirma? “O preço da obediência não é nem para ser comparado com o preço da desobediência”
Pense nisso e lute com o auxílio do Espírito Santo de Deus para ser vitorioso contra a carne e fazer do domínio próprio o tempero seu de todos os dias, para que sua vida e a dos que te rodeiam tenha muito mais sabor!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Crescimento Espiritual


Por Milton Júnior,
crescendo espiritualmente.

Temas: Abandono do pecado e crescimento espiritual.
Objetivo: Mostrar biblicamente à Igreja que só pode haver crescimento espiritual abandonando o pecado e se apegando às Escrituras.

Introdução

Podemos conferir pelo comportamento das atuais igrejas que o crescimento espiritual foi suplantado por uma série de paliativos, entretenimentos e omissões. Contudo, se voltarmos nosso olhar para as páginas das Escrituras veremos não apenas advertências quanto a tal esfriamento e negligência, mas a motivação correta e os procedimentos que devemos tomar para desenvolvermos o crescimento espiritual da forma que Deus abençoa.

1 Pedro 2:1-3.

1. O que impede o meu crescimento espiritual?

1. A. Toda maldade e dolo, hipocrisias e invejas, e toda sorte de maledicências (v.1);
1. A. a. Maldade, além de ser toda disposição para o mal, é também descrito aqui como travessura e brincadeira de mau gosto;
1. A. b. Dolo significa pôr uma isca para pegar em armadilha, fraude, engano, emboscada, malícia;
1. A. c. Hipocrisia é definida no N. T. como falsa moralidade ou religiosidade;
1. A. d. Inveja pode ser traduzida como ciúme; despeito, rancor, ódio, desejo de fazer o mal;
1. A. e. Maledicência é o mesmo que depreciar, ferir pelas costas, imputar a alguém fato definido como crime.

2. O que eu devo fazer para crescer espiritualmente?

2. A. Em primeiro lugar, devo despojar-me dos pecados já citados acima (v.1);
2. A. a. Despojar-se, aqui no contexto, é o mesmo que tirar de si uma “roupa imunda”;
2. B. Em segundo lugar, desejar ardentemente a Palavra de Deus (v.2);
2. B. a. O desejo ardente de um cristão pelo crescimento bíblico deve expressar seriedade, sinceridade, diligência, zelo e cuidado.

3. Por que eu devo crescer espiritualmente?

3. A. Porque é logicamente suposto que, já tendo eu experimentado da graça do Senhor em minha vida, eu viva em santidade, pois apenas os regenerados vivem assim (v.3);
3. A. a. O regenerado nunca permanece do mesmo jeito, e para ele só há duas opções espirituais: ou ele melhora ou ele piora. Mas é esperado que o crente genuíno sempre esteja em constante crescimento espiritual;
3. B. A nossa obediência aos mandamentos de Cristo é a prova final de que vivemos em comunhão com Ele e de que somos verdadeiramente salvos (1 João 2:3-6).



Esse foi o esboço da pregação de domingo a noite que compartilhei com a amada Igreja Batista Regular Paraíso.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Genuína Gratidão


Por Milton Júnior
Texto base: 1 Tm 1:12-17.

O apóstolo agradece a Deus por ser considerado mordomo e despenseiro do evangelho, logo ele, o qual era o exato oposto do que Cristo o tornou. Nas palavras de um sábio, a genuína gratidão em adoração é “o transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento de favor divino” e, ainda, a resposta de celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer”[1]
Paulo era, em suas próprias palavras, insolente, palavra esta que descreve alguém ultrajante e violento, alguém que desprezava a verdade e vivi uma incredulidade ativa[2]. Mas transbordou a graça do Senhor em sua vida de modo que nada que havia nele pode resistir ao tamanho triunfo da meiga soberania divina. É dessa forma que se vive com a fé e o amor de Cristo. Semelhantemente, somente podemos reconhecer a fidelidade e a dignidade inerentes à Palavra de Deus, a qual nos traz a mensagem de esperança, perdão e paz em Cristo. Nossa vida passa a ser, então, um encorajamento para que outras pessoas usufruam das mesmas eternas bênçãos evidentes em Cristo. A genuína gratidão a Deus pela vida eterna se manifesta em completa transformação de intenções e ações. A genuína gratidão é o estilo de vida que demonstra a natureza transformadora de Cristo em nós.

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém

(1 Tm 1:17)



[1] SHEDD, R. P. Adoração bíblica. São Paulo: Edições Vida Nova, 2003.
[2] DAVISON, F. Novo comentário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1997.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Festejando com o Senhor!


Por Cecília N. de Oliveira

Na vida, nós passamos por muitas situações. Algumas muito boas e outras nem tanto! Mas, é um fato que a maioria das pessoas prefere os momentos de comemoração e festa aos momentos de dor, perda e sofrimento.
A Bíblia diz, em Eclesiastes 3, que há tempo para todo propósito na terra: “tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria (v4)”. Porém, muitas vezes nós sentimos como se as situações difíceis tomassem a maior parte da nossa vida e os momentos de alegria fossem passageiros, não é mesmo?
De fato, Deus usa as dificuldades que nos acometem para muitos fins valiosos. Às vezes Ele quer provar a nossa fé, nos fazendo mais frutíferos para a sua obra (como foi com o apóstolo Paulo); outras vezes Ele quer nos corrigir de alguns pecados que nos têm separado dEle (como foi com o rei Daví); e outras vezes Ele quer apenas usar nosso exemplo para edificar outras pessoas (como foi com José no Egito).
Contudo, o bom é sabermos que, quer passemos por muitos ou por poucos problemas na nossa vida, Deus nos promete grandes alegrias ao seu lado. Nós não vivemos apenas dificuldades, não é? Há momentos em que festejamos datas muito importantes para nós, tais como: o dia do nosso aniversário e o aniversário daqueles que amamos; o dia das mães e dos pais, e datas assim como essas. Vamos ver, então, duas festas que são mencionadas na Bíblia e que retratam momentos em que podemos nos alegrar com os feitos de Deus.
A primeira delas é a festa que acontece no céu quando um pecador se arrepende. Em Lucas 15:7a, Jesus disse: “Digo-vos que assim haverá grande alegria no céu por um pecador que se arrepende”. Os olhos de Deus estão em todo lugar, contemplando todas as pessoas. Ele sabe do nosso coração e Ele fica muito feliz quando nos arrependemos dos nossos pecados e reconhecemos que não por nós mesmos não poderemos chegar ao céu. Foi por isso mesmo que Jesus veio a esta terra e morreu em nosso lugar, porque nós sozinhos não conseguiríamos. Quando uma pessoa reconhece isso e entrega a sua vida a Jesus, buscando obedecer a Sua Palavra e andar em Seus santos caminhos, a Bíblia diz que acontece uma festa no céu! Há grande júbilo e alegria!!! O resultado dessa conversão é a salvação dessa pessoa, ou seja, Deus lhe concede a vida eterna ao Seu lado, no céu, onde não há nada de ruim, só bonança para sempre!
A segunda celebração é a festa que Deus tem preparado no céu para quando os seus filhos, todos juntos, forem estar com Ele na eternidade. Essa festa é chamada de “As bodas do Cordeiro”, ou seja, o casamento de Cristo com sua Igreja. Está registrado em Apocalipse 19:7, que diz: "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque são vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. Você sabia? A Igreja é a noiva de Cristo. Ela está aqui na terra sendo preparada e adornada para se encontrar com Cristo no céu e ser apresentada a Deus como Igreja gloriosa. Todas as coisas que a Igreja passa aqui servem para aperfeiçoá-la até aquele grande dia, no qual ela celebrará no céu as bodas com Jesus! Que privilégio é fazer parte dessa Igreja!
No entanto, quem não se arrependeu dos seus pecados e ainda não entregou sua vida totalmente a Jesus não participará de nenhuma dessas festas. Infelizmente para essas pessoas a dor só está começando e sair desta vida para a próxima sem Cristo é como sair da frigideira para o fogo.
Pense bem... De que lado você está? Do daqueles que já estão prontos para as festas de Deus? Então, alegre-se, pois os problemas da vida vão passar e Deus vai enxugar dos seus olhos toda a lágrima!!! Mas, se você está do lado daqueles que ainda não sabem se vão servir verdadeiramente a Cristo, daqueles que pensam: “talvez um dia”, “não sei”, “quem sabe?”... Então, é melhor pensar bem, porque você corre o risco de ser pego de surpresa e de não ter tempo de mais nada, só de lamentar eternamente.
Vamos nos aprontar para a festa de Deus!!! Vamos Dar alegria ao seu coração, entregando nossas vidas diariamente a Ele, para que Ele seja mais e mais o nosso Verdadeiro Senhor.