Powered By Blogger

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Genuína Gratidão


Por Milton Júnior
Texto base: 1 Tm 1:12-17.

O apóstolo agradece a Deus por ser considerado mordomo e despenseiro do evangelho, logo ele, o qual era o exato oposto do que Cristo o tornou. Nas palavras de um sábio, a genuína gratidão em adoração é “o transbordar de um coração grato, impulsionado pelo sentimento de favor divino” e, ainda, a resposta de celebração a tudo que Deus tem feito, está fazendo e promete fazer”[1]
Paulo era, em suas próprias palavras, insolente, palavra esta que descreve alguém ultrajante e violento, alguém que desprezava a verdade e vivi uma incredulidade ativa[2]. Mas transbordou a graça do Senhor em sua vida de modo que nada que havia nele pode resistir ao tamanho triunfo da meiga soberania divina. É dessa forma que se vive com a fé e o amor de Cristo. Semelhantemente, somente podemos reconhecer a fidelidade e a dignidade inerentes à Palavra de Deus, a qual nos traz a mensagem de esperança, perdão e paz em Cristo. Nossa vida passa a ser, então, um encorajamento para que outras pessoas usufruam das mesmas eternas bênçãos evidentes em Cristo. A genuína gratidão a Deus pela vida eterna se manifesta em completa transformação de intenções e ações. A genuína gratidão é o estilo de vida que demonstra a natureza transformadora de Cristo em nós.

Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém

(1 Tm 1:17)



[1] SHEDD, R. P. Adoração bíblica. São Paulo: Edições Vida Nova, 2003.
[2] DAVISON, F. Novo comentário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1997.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Festejando com o Senhor!


Por Cecília N. de Oliveira

Na vida, nós passamos por muitas situações. Algumas muito boas e outras nem tanto! Mas, é um fato que a maioria das pessoas prefere os momentos de comemoração e festa aos momentos de dor, perda e sofrimento.
A Bíblia diz, em Eclesiastes 3, que há tempo para todo propósito na terra: “tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria (v4)”. Porém, muitas vezes nós sentimos como se as situações difíceis tomassem a maior parte da nossa vida e os momentos de alegria fossem passageiros, não é mesmo?
De fato, Deus usa as dificuldades que nos acometem para muitos fins valiosos. Às vezes Ele quer provar a nossa fé, nos fazendo mais frutíferos para a sua obra (como foi com o apóstolo Paulo); outras vezes Ele quer nos corrigir de alguns pecados que nos têm separado dEle (como foi com o rei Daví); e outras vezes Ele quer apenas usar nosso exemplo para edificar outras pessoas (como foi com José no Egito).
Contudo, o bom é sabermos que, quer passemos por muitos ou por poucos problemas na nossa vida, Deus nos promete grandes alegrias ao seu lado. Nós não vivemos apenas dificuldades, não é? Há momentos em que festejamos datas muito importantes para nós, tais como: o dia do nosso aniversário e o aniversário daqueles que amamos; o dia das mães e dos pais, e datas assim como essas. Vamos ver, então, duas festas que são mencionadas na Bíblia e que retratam momentos em que podemos nos alegrar com os feitos de Deus.
A primeira delas é a festa que acontece no céu quando um pecador se arrepende. Em Lucas 15:7a, Jesus disse: “Digo-vos que assim haverá grande alegria no céu por um pecador que se arrepende”. Os olhos de Deus estão em todo lugar, contemplando todas as pessoas. Ele sabe do nosso coração e Ele fica muito feliz quando nos arrependemos dos nossos pecados e reconhecemos que não por nós mesmos não poderemos chegar ao céu. Foi por isso mesmo que Jesus veio a esta terra e morreu em nosso lugar, porque nós sozinhos não conseguiríamos. Quando uma pessoa reconhece isso e entrega a sua vida a Jesus, buscando obedecer a Sua Palavra e andar em Seus santos caminhos, a Bíblia diz que acontece uma festa no céu! Há grande júbilo e alegria!!! O resultado dessa conversão é a salvação dessa pessoa, ou seja, Deus lhe concede a vida eterna ao Seu lado, no céu, onde não há nada de ruim, só bonança para sempre!
A segunda celebração é a festa que Deus tem preparado no céu para quando os seus filhos, todos juntos, forem estar com Ele na eternidade. Essa festa é chamada de “As bodas do Cordeiro”, ou seja, o casamento de Cristo com sua Igreja. Está registrado em Apocalipse 19:7, que diz: "Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque são vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. Você sabia? A Igreja é a noiva de Cristo. Ela está aqui na terra sendo preparada e adornada para se encontrar com Cristo no céu e ser apresentada a Deus como Igreja gloriosa. Todas as coisas que a Igreja passa aqui servem para aperfeiçoá-la até aquele grande dia, no qual ela celebrará no céu as bodas com Jesus! Que privilégio é fazer parte dessa Igreja!
No entanto, quem não se arrependeu dos seus pecados e ainda não entregou sua vida totalmente a Jesus não participará de nenhuma dessas festas. Infelizmente para essas pessoas a dor só está começando e sair desta vida para a próxima sem Cristo é como sair da frigideira para o fogo.
Pense bem... De que lado você está? Do daqueles que já estão prontos para as festas de Deus? Então, alegre-se, pois os problemas da vida vão passar e Deus vai enxugar dos seus olhos toda a lágrima!!! Mas, se você está do lado daqueles que ainda não sabem se vão servir verdadeiramente a Cristo, daqueles que pensam: “talvez um dia”, “não sei”, “quem sabe?”... Então, é melhor pensar bem, porque você corre o risco de ser pego de surpresa e de não ter tempo de mais nada, só de lamentar eternamente.
Vamos nos aprontar para a festa de Deus!!! Vamos Dar alegria ao seu coração, entregando nossas vidas diariamente a Ele, para que Ele seja mais e mais o nosso Verdadeiro Senhor.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Série Hospitalidade x Exibicionismo


(Parte 2: Servir aos outros ou impressioná-los?)

Por Cecília N. de Oliveira

Olares! Esta é a segunda parte da série “Hospitalidade x Exibicionismo” que principiei no início deste mês. Só relembrando que hospitalidade é “a qualidade de hospitaleiro”, o que não diz apenas de quem recebe outrem em sua casa, mas sim de quem é uma pessoa acolhedora, quer em casa, quer na Igreja, quer no trabalho, onde esteja...
Desta feita, gostaria de lembrar que a hospitalidade cristã genuína é feita sempre no intuito de servir aos outros. Sim, o único objetivo da pessoa que exerce tal dom é que o seu próximo esteja bem acolhido, bem servido, em nada tendo falta e não em ser reconhecido ou impressionar aos outros em si mesmo.
I Pedro 5:8-10 diz: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros... Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da graça de Deus”. Uma atitude  intimamente ligada à hospitalidade cristã é o ato de servir aos outros. Vamos pensar um pouco sobre essa palavra.
Em linhas gerais, servir significa “estar ao serviço de; estar às ordens de; prestar bons ofícios a; prestar serviços; consagrar-se ao serviço de. Isso implica que a pessoa que serve deve doar-se totalmente por aquele que está sendo servido. Servir também vem da palavra servo, que significa escravo. Ora, bem sabemos que um escravo não fazia as coisas de qualquer forma nem apenas no momento em que estivesse disposto, antes o fazia com muita diligência, sabendo que do seu bom desempenho dependia, muitas vezes, sua própria vida.
Da mesma maneira, o cristão genuíno, quando se encontra na condição de servo (o que deve ser sempre!), deve fazê-lo com toda a diligência, sabendo que o Senhor, que o salvou, está olhando não apenas para suas atitudes, mas primeiramente para a disposição do seu coração, como diz em Salmo 139:1-2: “SENHOR, tu me sondas e me conheces... de longe penetras os meus pensamentos”. Assim, deverá servir aos outros genuinamente, não apenas de aparência, porque Deus não recebe isso.
Ainda usando da mesma metáfora, vamos refletir sobre a condição do escravo... Não era costume dos escravos, quando realizavam as suas tarefas, exigirem que os seus senhores lhes elogiassem, nem que se impressionassem com suas habilidades. Isto porque os servos tinham em mente que não estavam fazendo mais do que o dever deles... Então, quando um cristão serve, não deve buscar ser elogiado, recompensado, reconhecido, nem aplaudido pelo que faz. Antes, deve fazê-lo na condição de verdadeiro servo (escravo), que faz o melhor, sabendo a quem está servindo. No seu caso, é a Deus, que merece tudo isso e muito mais daqueles a quem Ele comprou com o próprio sangue de Cristo Jesus!
Por outro lado, uma atitude que não condiz com a hospitalidade cristã é o desejo apenas de impressionar. Não raro vemos pessoas que, no exercício da hospitalidade, procuram impressionar aos outros com suas habilidades domésticas, por exemplo, e usam isso não para servir ao próximo, infelizmente, mas para impressionar, para chamar atenção para si, para tomar a glória que é de Deus e usá-la em benefício próprio... Isso é condenável. Não devemos fazer dessa forma.
João Batista nos deixou o exemplo de humildade dizendo que convinha que Cristo crescesse e que ele diminuísse; como, pois, poderíamos nos exibir, exigindo que os outros nos elogiem por serviços que só fazemos pela graça de Deus que está sobre nós? Isso não é coerente, amados!
Vamos orar uns pelos outros, sempre pedindo do Senhor a graça de permanecermos fieis e de exercermos, com alegria, aquilo para o qual ele nos chamou: a sua graça em servir!
Gostaria de terminar com a letra de uma música que tem muito a ver com essa breve reflexão:


Tua Graça Me Basta

Eu não preciso ser reconhecido por ninguém
A minha glória é fazer com que conheçam a Ti.
E que diminua eu pra que tu cresças, Senhor, mais e mais.

E como os serafins que cobrem o rosto ante a Ti
Escondo o rosto pra que vejam Tua face em mim
E que diminua eu, pra que Tu cresças Senhor, mais e mais.

No Santo dos santos a fumaça me esconde
Só teus olhos me vêem
Debaixo de tuas asas
É o meu abrigo, meu lugar secreto
Só tua graça me basta
E tua presença é o meu prazer.

 

terça-feira, 22 de março de 2011

O que você vai fazer com o que sabe?


Por Cecília N. de Oliveira

Você sabe que foi Deus quem criou o céu, a terra e tudo o que neles há...

Você sabe que Deus criou o homem e a mulher perfeitos, à sua imagem e semelhança...

Você sabe que o homem e a mulher pecaram, desobedeceram a Deus e que por meio deles entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte...

Você sabe que todo pecado nos separa de Deus...

Você sabe que todo pecado ofende a santidade de Deus...

Você sabe que Deus providenciou um meio de reconciliar o mundo com Ele: Cristo Jesus...

Você sabe que Cristo é o próprio Deus encarnado que desceu a Terra para morrer em nosso lugar...

Você sabe que Cristo, sendo Deus, nunca pecou, mas em tudo foi tentado e pode perfeitamente entender o sofrimento daqueles que se achegam a Deus...

Você sabe que Cristo não somente morreu, Ele também ressuscitou e está vivo hoje, nos céus, intercedendo por nós...

Você sabe que o espírito Santo de Deus foi enviado por Ele para ser o nosso consolador e convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo...

Você sabe que os que crêem verdadeiramente e obedecem a Deus estão nEle e têm herdado  a vida eterna, a qual jamais será perdida...

Você sabe que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado, se os confessarmos...

Você sabe que devemos congregar, pois é no seio da comunhão cristã que exercemos os frutos do Espírito e crescemos na garça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo...

Você sabe que oração e leitura bíblica, associadas ao exercício da humildade são algumas das chaves para o crescimento espiritual...

Você sabe que devemos sempre considerar os outros superiores a si mesmo...

Você sabe que o homem deve ser o cabeça do seu lar e deve viver a vida comum do lar, cuidando da sua esposa como parte mais frágil e igualmente uma auxiliadora idônea, capacitada para a missão para a qual foi chamada...

Você sabe que a mulher deve ser submissa ao seu marido como ao Senhor, não por conveniência, por timidez ou por obrigação, mas voluntariamente, respeitando o marido em suas particularidades e sendo de fato a sua coroa dele...

Você sabe que os filhos devem obedecer em tudo aos pais, porque isso é grato diante do Senhor...

Você sabe que devemos suportar uns aos outros, e que isso não significa tolerar à força, mas sim dar suporte, ser um auxílio constante àqueles que Deus tem posto em nosso meio...

Você sabe que Cristo voltará em breve e que por isso devemos remir o tempo porque os dias são maus...

Você sabe que deve evangelizar, propagando a verdadeira Palavra do Evangelho e combater as heresias que tão rapidamente estão espalhadas em todo o mundo...

Você sabe que deve interceder pela Igreja perseguida, que no mundo está sofrendo perseguições sangrentas atualmente...

Você sabe que o cristão genuíno foi chamado por Deus para as boas obras, as quais Deus mesmo de antemão preparou para que andássemos nelas...

Você sabe tudo isso e muito mais...

O que você vai fazer com isso tudo o que você sabe?

Você já parou para pensar que já é, há muito tempo, indesculpável diante de Deus?

Há muito deveríamos estar buscando intensamente mais sermos aquilo que Deus planejou para Seus filhos... Se é que alguns de nós já somos de fato filhos de Deus...

terça-feira, 1 de março de 2011

Hospitalidade x Exibicionismo


(Parte 1: De todo o coração X visando os próprios interesses?)

Por Cecília N. de Oliveira


De acordo como Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a hospitalidade é “a liberalidade que se exerce recebendo e agasalhando em sua casa, sem remuneração, pessoas de outra terra e, ainda, é a qualidade de hospitaleiro”. Esta palavra vem do grego “Filoxenia”, que possui igual significado, além de significar uma generosidade de espírito, uma bondosa alegria de receber e dar o melhor aos outros, sem interesses ocultos.
Refletindo a respeito do que a Bíblia ensina sobre hospitalidade e comparando com os modelos que vemos no mundo, decidi desenvolver uma pequena série a respeito de atitudes que condizem com a hospitalidade cristã, em contraste com as atitudes condizentes com o exibicionismo secular (o qual, muitas vezes, encontra-se arraigado no seio dos que se dizem Igreja).
Em primeiro lugar, a hospitalidade cristã é feita de todo o coração, visando o bem estar do outro e esforçando-se para que as coisas providenciadas (aposentos, alimento etc.) sirvam não somente para abençoar aqueles que os recebem, mas principalmente para glorificar a Deus!
Quando um cristão genuíno recebe alguém em seu lar, ele procura esforçar-se para exercer um mandamento do Senhor. Em Hb 13:2, o Autor bíblico diz: “Não negligencieis a hospitalidade”. Assim, a hospitalidade é antes de tudo uma ordenança do Senhor. E esta ordenança está diretamente ligada à maior de todas as ordenanças: o amor fraternal: Hb 13:1 “Seja constante o amor fraternal”.
Sabemos que quando amamos uns aos outros e até aos nossos inimigos, procuramos fazer todas as coisas para o bem deles. Isso implica, muitas vezes, em renunciar aos nossos próprios interesses, ao nosso bem estar, aos nossos privilégios. É assim também quando recebemos alguém em nosso lar de todo o coração. Nós lhe concedemos os melhores lugares, damos-lhe os primores do lar e abrimos mão de algumas práticas que mantemos quando estamos sozinhos; coisas como dormir cedo, usar a internet ou assistir algum programa de televisão, para estarmos mais atentos às necessidades do outro. Não que essas coisas não possam ser feitas em conjunto com os visitantes; cada caso é um caso.
Por isso, a hospitalidade cristã é a obediência a um mandamento de Deus, porém, não deve ser feita de qualquer forma. Esta primeira parte indica que, para fazermos da forma correta, devemos fazer sem cobiças; não procurando os próprios interesses, nem por falsidade; mas como se fosse para o Senhor.
Em oposição a este ponto, o exibicionismo secular é feito visando interesses próprios, ou seja, a pessoa que deve faz uso, intenta sempre ser recompensado, procura sempre evidenciar seus atos e almeja ser reconhecido.
Quando uma pessoa exibicionista recebe alguém em sua casa, é comum vermos que a maioria das coisas que foi preparada não tinha a intenção de puramente abençoar o hóspede, mas de abrir espaço para o anfitrião se mostrar, expressar suas posses, suas habilidades culinárias, sua falsa bondade em receber os outros, enfim. Nada disso condiz com a prática do amor fraternal. Este tem características que estão justamente opostas ao exibicionismo. Vejamos: “O amor (...) não se ufana (não se altiva, incha, orgulha), não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses, não se exaspera, não se ressente do mal” (I Co 13:4 e 5).
Como a intenção está equivocada, os resultados são opostos. O resultado da hospitalidade cristã é que o hóspede sente-se acolhido, amado, protegido, feliz e agraciado com a companhia de pessoas que agem como Cristo agiria em seu lugar. Ele deseja sempre voltar para poder desfrutar das bênçãos daquela hospitalidade, as quais não necessariamente se referem a conforto e boa comida, mas a bons conselhos, boa conversa, atenção, respeito, coisas tais que não recebemos de todos em todo lugar.
Por outro lado, a pessoa recebida por um exibicionista sente-se constrangida, não com o amor, mas com a arrogância e pretensão do anfitrião. Normalmente, o convidado é cobrado a fazer elogios freqüentes, a concordar sempre com suas opiniões, mesmo que estejam equivocadas e/ou que vão diretamente contra os princípios de Deus, a retribuir os favores seja materialmente ou até mesmo com posturas que agradem ao “benfeitor”. O resultado disso é que a pessoa segue abatida, tensa, desvalorizada e deseja jamais voltar.
Reflitamos: Que tipo de hospitalidade estamos exercendo? As pessoas que vêm nos visitar saem felizes ou abatidas? Talvez a simples expressão no rosto do outro seja um indício de que precisamos mudar ou manter nossa conduta ao recebê-lo. Gostaria de finalizar com uma máxima:

Não seja apenas um bom hospitaleiro,
seja um bom hóspede,
porque isto é agradável ao Senhor!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Você é um discípulo de Cristo? Então, mostre-me a sua cruz!


Por Milton Júnior,
com sua cruz seguindo a Cristo.

Assunto (tema): A cruz do discípulo.
Objetivo: Desafiar a igreja para viver a responsabilidade voluntária do discípulo de abnegar sua vontade em prol da causa de Jesus Cristo e do Evangelho

Introdução

A história do sofrimento humano é tão antiga quanto o primeiro ato de pecado no Éden. A partir daí flui toda a podridão das angústias. Todo ser humano, cristão ou não, é atingido naturalmente pelas conseqüências do pecado.
No entanto, nem todo sofrimento provém do pecado. Há um certo sofrimento reservado aos que buscam fazer a vontade de Deus... Mas, isto não parece uma contradição? Certamente, contudo, quando nos dispomos ao uso exclusivo de Deus e nos separamos do mal estamos alinhados posicionalmente contra tudo o que não é inerente a Deus, inclusive as nossas próprias vontades.
Será que nós já paramos para pensar no que significa a ordenança de Cristo quanto a tomar nossa cruz e segui-lo? Você teria tal coragem?
Para obtermos uma resposta satisfatória a esta pergunta é de suma importância compreender bem a pessoa de Cristo, pois do contrário compreenderemos mal o legado do cristianismo bíblico; compreenderemos mal seus eternos ensinos espirituais, especialmente um dos que mais nos faz semelhante a ele: O sofrimento da abnegação de si mesmo em um mundo hedonista e cruel!
Não se trata, obviamente, de um ensino que anula completamente a alegria de viver, mas nos faz compreender que podemos ser cabalmente satisfeitos com a vontade de Deus, vislumbrando sua eterna retribuição.

Baseados no texto bíblico de Mateus 16:13-28; 17:1-8, vamos refletir um pouco....

Quem é Jesus Cristo na sua opinião (Mt 16:13-20)?
Se não tivermos a resposta certa a esta pergunta, certamente teremos a atitude errada quanto à vida cristã (Mt 16:21-23).
As atitudes corretas quanto à vida cristã implicam em cogitar das coisas de Deus. Temos “cogitado” das coisas de Deus ou das coisas dos homens? Deus ordena: “É necessário ser fiel, sofrer e morrer”; o mundo persuade: “Fuja da dor, busque conforto e prazer”.
A fé é totalmente oposta ao humanismo e com o amadurecimento espiritual virá – inevitavelmente – dor e sofrimento. Portanto, a negação dos sofrimentos cristãos demonstra compreensão incompleta da obra salvífica de Cristo.

É preciso entender que seguir a Cristo envolve abnegação, dores e sofrimento (Mt 16:24-26).
Para seguir a Cristo é necessário, à priori, negar-se a si mesmo. Este ato significa aniquilar completamente o ego, renunciar as imposições da própria vontade (DAVISON, 1997).
Para seguir a Cristo é necessário, à posteriori, tomar a sua própria cruz. A cruz dispensava qualquer comentário na época, já que eram públicos os inúmeros martírios praticados com ela. Cruz é sinal de morte! Significa morte para o domínio da velha vida de pecados. A ordem de Cristo é enfática, a palavra grega para “tomar” transmitia a seus seguidores a idéia de “levantar” e expor a “cruz própria” de modo que todos pudessem vê-la; ou seja, viver a mesma vida de Cristo em si mesmo! Quanto vale a sua vida? Para Cristo valeu tudo, até a última gota de seu sangue... Mas, para você, quão valiosa ela é para rejeitar a Cristo?

Cristo voltará e pedirá contas dos homens (Mt 16:27-28).
Um princípio do Velho Testamento que se torna mais explícito pelo Senhor com a certeza de sua volta. O que você dirá a Cristo quando este dia chegar?

Cristo é o Rei da Glória (Mt 17:1-8).
Jesus Cristo não é mais um carpinteiro, não é mais um servo sofredor, não é mais um supliciado na cruz... Ele é o Rei da Glória! Diante de quem todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é Senhor (Sl 24:7-10; Fp 2:5-11)!

Você é um discípulo de Cristo? Então, mostre a sua cruz! Mostre a mesma vida de Cristo em si mesmo!
Conta-se que, em certa ocasião, Napoleão, o famoso general francês do século XVIII/XIX, reunia seu exército para mais uma batalha quando algo o chamou atenção: um jovem bem peculiar em uma das últimas fileiras de um batalhão; a quem mandou chamar para comparecer diante de si e de todo o exército; seus cabelos estavam desgrenhados, sua farda desajeitada, sua fivela e suas botas sem brilho pela sujeira... Um episódio realmente decadente.
O general o observou bem e perguntou-lhe: – Qual o seu nome, soldado?
“Napoleão”, respondeu prontamente o jovem.
Ao que replicou severamente o grande estrategista: – A partir de hoje, ou você muda de atitude ou muda de nome!
Assim tem agido uma porção de pessoas que proclamam-se cristãs. Cristo é o seu camarada, não seu Deus!
Será que temos respondido ao chamado do nosso general, Jesus Cristo, com o mesmo sentimento de dever e ânimo que ele? Será para nós motivo de glória sermos chamados cristãos?



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O poder da oração


Por Cecília N. de Oliveira

A oração é um dos laços mais fortes entre nós e Deus. Através das preces, Deus consola nosso coração, renova nossa confiança nas Suas promessas e na Sua fidelidade e nos tornamos tão íntimos do Pai, que ficamos mais e mais parecidos com Ele. Alguém já disse: “Quando deixo de orar por um dia, percebo a diferença. Quando deixo de orar por dois dias, minha esposa percebe a diferença. Quando deixo de orar por três dias, todos percebem a diferença”. A oração é o combustível da verdadeira espiritualidade, pois não há como manter-se em santidade e devoção ao Senhor sem ter intimidade com Ele.
A oração não serve apenas para nos aproximar de Deus, mas também nos livra de situações adversas. São muitos os exemplos na Bíblia nos quais servos do Senhor recorreram à oração para obterem livramento divino. Lembramos de Moisés, diante do mar Vermelho, que orou e um caminho foi aberto por entre as águas. Ana orou ao Senhor e mesmo sendo estéril foi mãe do profeta Samuel. Davi orou e feriu ao forte guerreiro Golias. Neemias orou e o templo foi reconstruído. Daniel orou e foi livrado na cova dos leões. Ester orou e os judeus foram livres do aniquilamento planejado por Hamã. A igreja primitiva vivia em contínua oração pelos mensageiros do Evangelho, como Paulo, Pedro e os demais, e estes eram livrados da morte, propagando mais e mais a Palavra da Salvação. E tantos outros exemplos nós temos de momentos em que servos fiéis de Deus, no Velho e no Novo Testamento, obtiveram livramento por meio da oração.

De onde vem o poder da oração?

O poder da oração não depende da bondade de quem ora, pois a Bíblia diz que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3:10). Tudo o que somos ou que venhamos a nos tornar de bom provém da eterna graça de Deus que nos aperfeiçoa, derramando os atributos de Deus em nós, a fim de que frutifiquemos em toda a boa obra. Portanto, não há nada de bom em nós mesmos, pois até a fé que temos foi Deus quem nos deu. Assim, o poder na oração não depende de bondade humana.
O poder na oração não depende do número de vezes que a repetimos, pois a mesma Bíblia exorta a que não usemos “de vãs repetições, como fazem os gentios, que pensam que pelo muito falar serão ouvidos” (Mt 6:7). Deus sabe do que nós necessitamos antes mesmo que nós mencionemos; portanto, não é o número de vezes que pedimos algo ao Senhor que definirá o poder na nossa oração. A Bíblia nos ensina que devemos dispor diante do Senhor todas as nossas necessidades; no entanto, o simples fato de repetirmos um pedido não implica dizer que Ele atenderá. Por exemplo: Alguém poderia pedir repetidas vezes para o Senhor prejudicar o seu próximo; mas Deus, sendo Justo, jamais atenderia tal pessoa, por mais que pedisse centenas de vezes.
O poder da oração não depende nem do tamanho da fé de quem ora. Isso fica muito claro no texto de Atos 12:5-17, o qual relata que Pedro estava preso e a igreja, reunida na casa de João Marcos, para orava por seu livramento. Quando, entretanto, Deus atendeu a oração dos irmãos, mandando Seu anjo libertar o apóstolo do cárcere, eles não creram, e nem quiseram abrir a porta quando Pedro pediu para entrar. Notamos que os irmãos estavam orando, mas não criam efetivamente que seriam atendidos. Há momentos em que de fato não conseguimos enxergar a solução para nossas adversidades, mas elevamos nossas petições ao Senhor, com gemidos inexprimíveis, e Ele, que é Benigno e compassivo, atende-nos, embora nossa fé tenha sido tão pequena. É certo que a Bíblia ensina que devemos nos achegar diante do trono de Deus com confiança, crendo que receberemos resposta para nossas inquietações. Todavia, o poder na oração não depende da nossa fé.
O poder da oração depende tão somente de Deus! É Deus quem nos ensina a orar (Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós soberanamente com gemidos inexprimíveis – Rm 8: 26). É Ele quem nos dá a fé para crermos que Ele responderá (... A fé que vem por meio de Jesus deu a este saúde perfeita na presença de todos vós – At 3:16). Ele conhece as nossas necessidades antes mesmo que nós as mencionemos (... Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais – Mt 6:8 b). E Ele nos assegura que responderá a cada uma das nossas orações conforme a Sua Bendita vontade (E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve – I Jo 5:14). Tudo é por Cristo, com Cristo e em Cristo. Deus é soberano; ainda assim quer que nós levemos nossas petições a Ele, pois isso agrada ao Seu coração (Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abri-se-vos-á – Mt 7:7).

Por que algumas das nossas orações não são atendidas?

A Bíblia ensina que Deus é Santo; assim sendo, não pode haver comunhão entre a luz (santidade) e as trevas (pecado). Portanto, os nossos pecados nos separam de Deus. Se já somos salvos, não perderemos jamais a salvação; contudo, quando estamos na prática do pecado, nossa comunhão com Deus é impedida e conseqüentemente nossas orações. O capítulo 59 do livro de Isaías, nos versículos iniciais deixa isso bem claro: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59:1 e 2). Vemos, assim, que se não estivermos em comunhão com Deus, nem pedirmos perdão pelos nossos pecados, não seremos atendidos nas nossas reais necessidades.
Todavia, o Senhor também deixa de responder as orações por outros motivos que não o pecado. Algumas vezes Ele o faz para nos ensinar a confiar e depender dEle; outras porque o que pedimos não está conforme Seus propósitos para nossas vidas; e outras porque pedimos a coisa certa no momento errado e o Senhor nunca falha, Ele faz sempre o melhor, da melhor forma e no melhor momento. Portanto, não devemos desanimar quando, mesmo estando em comunhão Ele, as nossas orações não estejam sendo atendidas. Ele certamente tem feito tudo perfeito e ao seu tempo entenderemos (... O que eu faço não o sabes agora, compreendê-lo-ás depois – Jo 13:7).

Algumas promessas de Deus sobre a oração:

II Reis 20:5 – Deus vê as nossas lágrimas e nos ouve;
Salmo 4:3 – O Senhor ouvirá quando o invocarmos;
Salmo 50: 14 e 15 – Podemos clamar a Deus no dia da angústia;
Isaías 40:31 – Quando esperamos em Deus, Ele renova as nossas forças;
Mateus 18:19 e 20 – Há grande poder quando os cristãos oram juntos em o nome de Jesus;
I João 1:9 – Obtemos o perdão dos nossos pecados mediante a oração;
I Pedro 5:7 – Podemos lançar sobre Deus toda a nossa ansiedade;
I João 5: 14 e 15 – Quando pedimos, Deus ouve e promete responder.

            Que estreitemos cada vez mais nosso canal de comunhão com o Senhor, para vivermos plena e abundantemente como Ele mesmo planejou para que vivêssemos!

Obrigada a todos que oram por nos!

Graça e paz!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A mulher rixosa


Por Cecília N. de Oliveira

O Novo Comentário da Bíblia (1997), organizado por F. Davidson, afirma que o livro dos provérbios da Bíblia Sagrada é um livro de disciplina: “toca em cada departamento da vida e demonstra que [a sabedoria] é o alvo do interesse de Deus. (...) E a sabedoria precisa dominar a vida inteira; não apenas a devoção de um homem, mas também sua atitude para com sua esposa, seus filhos, seu trabalho, seus métodos de negócio – e até suas maneiras à mesa” (p. 629).
De fato, não há um assunto que seja de interesse do homem em suas atribuições espirituais, físicas, morais e sociais, que não seja tratado pelo livro de provérbios. Sabendo disso, buscamos nele as diretrizes de Deus para a conduta cristã e mais especificamente, dada a presente proposta, para a mulher cristã. Quando pensamos em vida cristã e no conceito de mulher, somos facilmente remetidos aos textos que descrevem a mulher virtuosa (Pv 31) e a mulher sábia (Pv 14). Todavia, não raro nos esquecemos que a mesma Palavra que orienta como as mulheres devem proceder também indica o que devem diligentemente evitar e a obediência de um princípio está intimamente ligada à observância do outro.
Por quatro vezes, no livro de Provérbios, o sábio Salomão, inspirado por Deus, referiu-se à vida de alguém com uma mulher rixosa, como sendo insuportável. Em Pv 21:9 e Pv 25:24, é repetido e enfatizado que: “melhor é morar no canto de um eirado do que junto com uma mulher rixosa na mesma casa”. Já em Pv 21:19 diz: “melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda” e em Pv 27:15 e 16 finaliza: “o gotejar contínuo no dia de grande chuva, e a mulher rixosa, são semelhantes, contê-la seria conter o vento, seria pegar o óleo na mão”.
Para entender o alerta de Salomão e compreender a profundidade desses versículos, precisamos analisar cada uma dessas metáforas.

O canto do eirado:
            De modo geral, eirado é um terraço e especificamente pode conotar um depósito de legumes ou de cana-de-açúcar; ou ainda pode ser o lugar onde se junta o sal, ao lado das marinhas. Em todas essas definições vislumbramos um lugar marginalizado, provavelmente pouco higiênico e onde se amontoam coisas de forma desorganizada. Notemos ainda que o escritor diz ser melhor morar no canto de tal lugar do que com uma mulher rixosa. Se o eirado completo já não seria, de forma alguma, um lugar apropriado para um rei habitar, que dirá o canto desse espaço! Concluímos que é preferível viver em aperto, sem higiene e sem conforto a dividir uma casa ampla e aconchegante com uma mulher dessa estirpe.

Uma terra deserta:
            Geograficamente falando, o deserto nem de longe é um lugar habitável para o ser humano nem para a maioria dos animais. Seu clima é péssimo, há pouca chuva, o solo não é fértil, pois formado por areia e rochas em sua maior parte. Durante o dia o sol é escaldante e suas noites são gélidas; sem mencionar as feras que atacam durante a noite e das serpentes venenosas que se escondem nas fendas das rochas e na areia.
            Outro aspecto dessa imagem seria a solidão. Como a vida é especialmente complicada nessas regiões, os moradores são escassos. Assim, viver em uma terra deserta seria viver sem o auxílio, a companhia, o conforto nem o zelo de quaisquer outras pessoas; seria viver ensimesmado, recluso e ter que lidar com a idéia de abandono que, não raro, conduz muitos a depressões profundas e até ao suicídio.
O deserto ainda é metáfora de forte provação. Costumamos nos referir às situações difíceis por que passamos na vida como desertos, dado que nos sentimos sozinhos, necessitados, a mercê de perigos noturnos e sedentos na maior parte do tempo de tais provas. Mais uma vez o sábio afirma que é preferível viver assim, sujeito a todos esses perigos e desconfortos, do que com a mulher rixosa.

O gotejar contínuo em dia de grande chuva:
            Quando pensamos em goteiras, o senso comum nos remete à idéia do desconforto de não conseguir dormir facilmente incomodados com o barulho das gotas... No entanto, essa imagem diz além. Primeiro não se trata de poucas gotinhas, mas de um gotejar contínuo e de uma grande chuva, o que em si esgotaria a paciência de muita gente.
            Além disso, pesquisando sobre histórias reais de guerras, pudemos descobrir que alguns prisioneiros eram submetidos à tortura da gota, que seria pô-los debaixo de uma goteira, machucados, famintos, exaustos e muitas vezes despedidos a fim de fazê-los confessar seus crimes. Isso pode parecer simplório à primeira vista, mas se observarmos os orifícios que pequenas gotas de água conseguem abrir no concreto quando despencam continuamente, entenderemos o dono que isso pode causar no ser humano. Nem dormir é possível neste estado.
Como Salomão era filho de um homem valente, que enfrentou inúmeras guerras (Davi), ele certamente considerou esse contexto quando comparou  gotejar contínuo com uma mulher rixosa. Que declaração de peso! Diz ele que é tão impossível contê-la quanto o é conter o vento ou segurar o óleo pela mão. Ela é alguém indomável, constante em irar-se e escorregadia. Quão terrível é a vida ao lado de uma pessoa assim!

Mas, afinal, o que é ser uma mulher rixosa?
            No dicionário Aurélio, o termo está associado a contenda, briga, revolta, discórdia, desavença, disputa e amargura...
Quantos casamentos têm sido desfeitos, quantos filhos têm cometido suicídio, quantos conflitos têm ocorrido em locais de trabalho, quantas desavenças nas vizinhanças, quantas revoltas familiares e quanta amargura tem sido espalhada em muitos corações por causa de mulheres que se tornaram rixosas!
A mulher rixosa é vergonha para seu marido porque suas atitudes tornam pública sua insubmissão. Suas palavras ferem a alma e o deixam tão perturbado quanto um prisioneiro de guerra. Muitos homens esgotam suas forças no trabalho e seu tempo nos encontros com os “amigos” por não quererem voltar para casa e se depararem com as lamúrias dessa mulher.
Muitos filhos têm crescido em lares desequilibrados, nos quais os pais conservam-se distantes da vida comum do lar e as mães descarregam toda a sua frustração neles. Estudos comprovam que até os dois anos de idade, aproximadamente, a menina tende a adquirir o comportamento psicológico e emocional da mãe e que depois dessa idade, os laços ficam tão enraizados que apensas com muito trabalho direcionado e sobretudo (acrescentamos) com a ação de Deus isso pode ser revertido. Isso implica dizer que uma mãe rixosa está formando uma filha rixosa que, se continuar assim, atormentará muitas outras vidas.
Os filhos homens não estão isentos de danos semelhantes. Geralmente, esse tipo de mulher se desfaz da autoridade do marido, o que pode perturbar  referencial masculino de cabeça e líder de uma família, levando o filho homem a temer o matrimônio ou a desenvolver outros traumas como depressões.
Não faltam exemplos nos mais diversos segmentos da vida em sociedade para confirmarmos as palavras do livro sagrado que dizem ser preferível viver no canto de um eirado ou em terra deserta do que dividir uma casa ampla com uma mulher rixosa.
A mulher rixosa é aquela que pensa estar sempre com a razão e mesmo quando sabe que não está, não mede esforços para esconder suas responsabilidades culpando os outros. Ela nunca está pronta para ouvir, mas é precipitada no falar e no se irar. Para ela todo dia é dia de contender e isso não está necessariamente associado ao que os outros lhe tenham feito. Ela briga porque sente prazer nisso.
Essa é a condição natural do pecador, mas é uma lástima verificar que no meio do povo de Deus há muitos exemplos de mulheres com esse perfil... A despeito de toda exortação que a Bíblia faz sobre mansidão e domínio próprio, essas mulheres têm envergonhado o Evangelho e o nome de cristã em seus lares, muitas vezes diante de maridos e/ ou filhos descrentes; em seus trabalhos e em outros segmentos sociais, com exceção da igreja, onde muitas vezes disfarçam uma simpatia pelos irmãos e pelos visitantes.
Cientes de todos os danos que, por implicação, a Bíblia aponta que uma mulher rixosa pode causar, empenhemo-nos com confiança no Senhor em vigiar e orar a fim de não sermos surpreendidas nessa falta. Antes, pelo contrário, que venhamos buscar nas escrituras sagradas, o exemplo a seguir.
Meditemos em: Pv 11:6; Pv 11:22; Pv 12:4; Pv 14:1; Pv 14:29; Pv 31:10 e Pv 31:30.
Que seja a essas mulheres que nos assemelhemos, a fim de que o nome do nosso Bendito Deus seja glorificado onde quer que estejamos.
 Graça e paz.
Maranata!