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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Não Julgueis!


Por Milton Júnior


Tema: Não julgar premeditadamente as pessoas.

Objetivo(s): Advertir a Igreja a não proferir nenhum tipo de julgamento destrutivo às pessoas segundo a superficialidade da nossa percepção e incentivá-la a depender dAquele que tudo julga retamente.

Introdução

Uma breve pesquisa sobre a palavra “julgar” nos mostra que este ato significa, dentre outros significados: separar; fazer distinção; exercer julgamento; estimar; assumir poder sobre algo ou alguém; e, o mais interessante, chamar para um acerto de contas...
Isso implica dizer que quando julgamos algo ou alguém de maneira temerária, sem o propósito e método bíblicos adequados ao exemplo de Cristo estamos tentando ousadamente usufruir de um direito exclusivo e soberano pertencente a Deus; é o mesmo que dizer que Deus não é capaz de fazer o que Ele mesmo disse que faria! Observemos o Salmo 9 e meditemos um pouco no eloqüente louvor que o salmista dedica à justiça universal do Senhor. Devemos deixar bem claro, obviamente, que os filhos de Deus não vivem sem discernir as circunstâncias da vida e as melhores companhias; nós apenas não andamos segundo as influências deste mundo, verificando todas as coisas segundo os critérios das Escrituras.
A mensagem de hoje baseia-se quase que completamente nas palavras de Cristo registradas nos evangelhos, dentre os quais citamos:

I. Mateus 7:1-5

·         v.1: Quem julga ao próximo abre igual oportunidade de receber o mesmo tipo de julgamento para si mesmo. Quem julga com dureza será julgado com dureza, quem julga com misericórdia será julgado com misericórdia. Apenas Deus tem a perfeita perspectiva das intenções e dos acontecimentos para julgar de acordo com a Sua impecável justiça;
·         v.2: Já experimentamos nos julgar a nós mesmos segundo nossos próprios critérios para sabermos se passamos no “teste”?
·         v.3-4: Quem perde tempo observando as falhas dos outros não encontra nenhum para reparar as suas próprias;
·         v.5: Quem julga as outras pessoas com um intuito depreciativo dá prova de repreensível arrogância e nunca foi um exemplo naquilo que presunçosamente exige. A Bíblia não nega que alguém piedoso possa auxiliar seus irmãos, contanto que já tenha superado seus próprios pecados.


II. Marcos 4:21-25

·         v.21: Nós somos a luz neste mundo e devemos iluminar as almas, não cegá-las com críticas tenebrosas ou imprecações obscuras; devemos conduzi-las, não desapontá-las. Se nós, os filhos de Deus, não pudermos dar bons conselhos aos outros, quem o fará?
·         v.22: Nós devemos revelar a glória das virtudes divinas e levar esperança à escuridão de vidas perdidas, sofríveis e desesperadas. Se não nós, quem? De que modo? Pelas Escrituras e pelo Espírito Santo. Não devemos julgar o incrédulo também, mas tratá-los com igual amor pelo exemplo do nosso Mestre;
·         v.23: Nós temos esses ouvidos que “ouvem” ou estamos surdos para o Evangelho? Damos mais atenção à maledicência do mundo ou ao louvor das coisas santas?
·         v.24: A irônica conseqüência de praticarmos o julgamento malicioso, incentivando outros a fazerem o mesmo, é encontrá-los sempre dispostos a nos ferir também de forma ainda mais dolorosa com suas línguas pontiagudas e envenenadas... As mesmas línguas que outrora amolamos e envenenamos. Quem hoje nos ajuda no mal, amanhã nos atrapalhará no bem;
·         v.25: O julgamento maldoso incorre em perdas de bênçãos e galardões.       


III. Lucas 6:36-38


·         v.36: Nossa atitude de misericórdia deve ser manifestada sob o padrão de Deus, não sob a medida da limitação humana. É muito interessante notar que freqüentemente rogamos a Deus justiça para os outros e clamamos misericórdia para nós mesmos;
·         v.37: A versão Revista e Corrigida oferece a palavra “soltar” em lugar de “perdoar”; então, cabe esta pergunta: Quem pode estar preso nas amarras de nossa língua maldizente? Talvez, possa ser alguém que nos ofendeu em qualquer coisa e temos dificuldade em perdoar genuinamente; daí, o chicoteamos com nossa língua furiosa até estarmos satisfeitos de pecado. Qual a solução, então? Perdão, simples e transparente! O mesmo perdão com que Deus nos perdoa!
·         v.38: Se usarmos de bondade para com os outros em nossos julgamentos isso nos será recíproco. Não se trata de bajulação ou de fazer vistas grossas aos pecados alheios, mas de honrar ao próximo e ser naturalmente honrado por ele. Precisamos entender que Deus fará o Seu trabalho, nós apenas cremos e nos submetemos ao Seu agir no tempo exato determinado por Ele. Eis uma semeadura bem-aventurada!

OBS: Sobre a ilustração de João 8:1-11 – A mulher adúltera: [1] Que justiça pode justificar a distorção da própria Lei de Deus em prol da mentira e da maldade? [2] Todos os seres humanos têm a mesma consciência pecaminosa e necessitam em igual porção da graça divina, independentemente de raça, sexo, classe social ou religião. [3] A atitude de quem julga geralmente destrói e mata, mas a atitude de Cristo sempre salva e edifica. Sobre Tiago 4:11-12 – [1] Quem pretensiosamente julga os outros considera-se superior à Lei de Deus e [2] quem de tal forma se considera cai no pecado de rebeldia, desejando ser maior do que o autor da Lei sagrada julgando em Seu lugar; devemos relembrar que esta é uma exclusiva prerrogativa do SENHOR, quem não o reverencia como o legítimo Juiz do universo faz-se tão rebelde quanto Satanás!

Guardemos no coração e ponhamos em prática as palavras do apóstolo Pedro:

I Pedro 2:21-25
“[21] Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, [22] o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; [23] pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, [24] carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. [25] Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma”.

Que o Senhor nos permita viver de modo digno do Seu evangelho.

Chamado para servir a Deus.


Por Milton Júnior,
no serviço de Deus.

Tema: Fidelidade no serviço cristão.
Objetivo: Demonstrar biblicamente como honrar o serviço cristão e encorajar a igreja a prosseguir em capacitar-se em Deus para suas responsabilidades.

Introdução

O profeta Ezequiel veio de uma família sacerdotal e viveu em Jerusalém até ser levado cativo com outros judeus para a Babilônia por Nabucodonosor em 597 a.C.; tal evento ficou conhecido como o cativeiro babilônico. O seu nome significa Deus fortalece e profetizou por 22 anos em tempo de completa destruição, humilhação e desgraça.
Em meio a um cenário integralmente hostil devemos provavelmente nos perguntar: Como é possível servir a Deus da mesma forma que Ezequiel? Ouçamos o que a Bíblia nos diz...

Texto Bíblico: Ezequiel capítulo 2.

I. “Filho do homem” (v.1a,3a):

ü  A expressão filho do homem enfatiza a origem e natureza humana; contudo, apesar de nós mesmos, Deus é quem decide graciosamente nos usar na obra do Seu Reino.
ü  Vale frisar que o título foi usado por Deus ao referir-se a Ezequiel e não como o profeta definiu-se a si mesmo.

II. Deus nos chama e Ele mesmo nos põe de pé (v.2):

ü  Não pode haver verdadeiro serviço espiritual sem a presença do Espírito de Deus em nós.
ü  O Espírito de Deus nos capacita para aprender e pôr em prática a Sua vontade.

III. O serviço é árduo e desanimador, mas não devemos temer (vv.3-7):

ü  Sabendo quão difícil é ensinar aos que desejam, imaginemos como será ensinar a vontade de Deus aos que se opõem deliberadamente!
ü  Pessoas obstinadas em se opor às santas Escrituras podem ser como o roçar do arbusto espinhoso e como a ferroada de um escorpião! Mas... Elas também pertencem ao plano do serviço que Deus confiou a cada um de nós.
ü  Deus disse por quatro vezes que Ezequiel não tivesse medo das pessoas e das circunstâncias (v.5).

IV. Devemos lembrar que servimos a Deus segundo Seus próprios planejamentos (v.4b,7):

ü  A expressão “assim diz o SENHOR Deus” demonstra a anulação plena da intervenção humana segundo nossas próprias perspectivas para a Sua obra.
ü  Deus não quer saber nossas opiniões sobre como as coisas poderiam ser, Ele já planejou tudo de acordo com Sua eterna e perfeita sabedoria e vontade!
ü  Tentar ajudar Deus a fazer Seu próprio trabalho é pecado; perguntem a Abraão o que ele acha disso...

V. Nosso serviço deve ser a expressão do próprio Deus (v.5):

ü  A expressão “hão de saber que esteve no meio deles um profeta” pode ser posto em paralelo com a expressão “para que saibais que eu sou o SENHOR” (6:7).
ü  Poderíamos dizer que se enxerga Deus em nossa adoração?
ü  Seja refletindo justiça ou graça, a essência de Deus deve sobressair em nossa devoção.

VI. Servir a Deus não significa convencer os homens (vv.5,7):

ü  Se alguém dá ouvidos ao que cremos, ótimo, a nossa fé nos honrou... Se alguém não dá ouvidos ao que cremos, ótimo também, nós honramos a nossa fé.
ü  Servir a Deus repercute em servir uns aos outros e até a quem nos despreza, contudo, mudar essa ordem altera todo o fluxo da glória que só cabe ser direcionada para Deus.

VII. Precisamos ouvir a Deus se quisermos servi-LO com a força da santidade (v.8-9):

ü  “Tu, ó filho do homem, ouve o que eu te digo” foi o que Deus disse a Ezequiel para que ele não cometesse os mesmos pecados que estavam sendo censurados e condenados.
ü  Só há uma forma do servo de Deus servi-LO e agradá-LO com perseverança e piedade: alimentando-se do que Deus nos dá, a Sua Palavra (3:3; Jo 17:14-17).
ü  Como vai a sua alimentação?


Milton Júnior,


Agnosto Theo.


Por Milton Júnior
Um servo desconhecido
Tema: Deus não se esquece de nós.
Objetivo: Demonstrar biblicamente que Deus é soberano, misericordioso e que nunca nos abandonou.

Introdução

Há um relato muitíssimo interessante em uma tradição registrada como história por Diógenes Laércio, um autor grego do século III d.C., sobre uma terrível praga que surgiu em Atenas por volta do século VI a.C. e sobre um deus que ninguém ouvira falar até então...
Surgiu uma praga fatal em Atenas, na Grécia, por causa do massacre promovido por Megacles aos seguidores de Cylon e o conselho se reuniu para decidir o que fazer. Já se haviam oferecido sacrifícios a todos os deuses, mas a maldição não se retirava deles. Uma sacerdotisa foi consultada e disse-lhes que faltava um deus a ser apaziguado e que para isso era necessário mandar vir da ilha de Creta um homem chamado Epimênides. Com alguma relutância todos acabaram concordando, o tal homem foi convocado e atendeu ao pedido. Ao chegar em Atenas admirou-se de ver tantos deuses esculpidos a ponto de exclamar: “Aqui é mais fácil encontrar deuses do que homens!”. Epimênides, no entanto, pediu que lhe separassem dois rebanhos de ovelhas com cores diferentes, um branco e outro preto, e que eles não deveriam comer após o descanso noturno. No outro dia bem cedo pela manhã ele explicou seus planos e disse-lhes que sua primeira suposição era que existia ainda um deus interessado na questão e que não lhe conheciam o nome; a segunda suposição era que esse deus fosse bastante poderoso e bondoso para ouvi-los; e a terceira suposição foi a de que esse mesmo deus os ouviria se reconhecessem sua ignorância. Daí, Epimênides pediu aos pastores que soltassem as ovelhas e que cada uma seguisse livremente observada de perto por um homem, ao mesmo tempo em que orava, dizendo: “Ó, tu, deus desconhecido! Contempla a praga que aflige esta cidade! E se de fato tens compaixão para perdoar-nos e ajudar-nos, observa este rebanho de ovelhas! Revela tua disposição para responder, eu peço, fazendo com que qualquer ovelha que te agrade deite na relva em vez de pastar. Escolha as brancas se elas te agradarem; as pretas se te causarem prazer. As que escolheres serão sacrificadas a ti – reconhecendo nossa lamentável ignorância do teu nome”. Ele sentou-se de cabeça baixa e algumas ovelhas ferozmente pastavam, ao passo que outras sem nenhuma influência de doenças ou de homens dobravam seus joelhos e se deitavam. Foi então que perguntaram pasmos a Epimênides o que se faria naquele momento, ele os orientou a demarcarem os locais onde estavam deitadas as ovelhas e se construísse altares de pedra ali. Depois de tudo pronto perguntaram-lhe qual nome deveria ser gravado nos altares, ao que respondeu: “A divindade cuja ajuda buscamos, agradou-se em responder à nossa admissão de ignorância. Se agora pretendermos mostrar conhecimento, gravando um nome quando na verdade não temos a menor idéia a respeito dele, temo que vamos apenas ofendê-la! Inscrevam simplesmente as palavras agnosto theo – a um deus desconhecido”. Assim se fez e os sacrifícios foram realizados. No decorrer de uma semana todos os doentes haviam sarado e Atenas encheu-se de louvor ao deus desconhecido de Epimênides e também a este por vir a prestar auxílio. Mais tarde, eles esculpiram a estátua de Epimênides e a colocaram diante de um de seus templos... O tempo passou, o povo de Atenas se esqueceu da misericórdia do deus desconhecido e de Epimênides (RICHARDSON, 1995)[1]...

Texto Bíblico: Atos 17:16-34.

I. Atenas era considerada a capital dos deuses (v.16).
II. Paulo, primeiramente levou o Evangelho aos judeus e gentios piedosos; a praça era o centro dos acontecimentos em Atenas (v.17).
III. Os filósofos epicureus acreditavam que o prazer é o maior bem da humanidade e que devemos evitar o sofrimento; os prazeres não incluíam apenas as paixões sensuais, mas também o que emergia das faculdades morais. Os filósofos estóicos acreditavam que era necessário dominar seus sentimentos para resistirem às influências externas e a razão era considerada o seu bem maior (BOYER, 2002)[2] (v.18).
IV. O areópago relacionava-se aqui neste contexto à corte que participava da vida pública intelectual ateniense (v.19).
V. A religião está sempre em busca de novidades passageiras, o que entra em total contraste com o caráter imutável da vontade de Deus para a humanidade (v. 21).
VI. Paulo promoveu um discurso eticamente transcultural[3] (vv.22-31), ainda que, na opinião de Don Richardson, ele tenha cometido uma falha técnica ao expor a ressurreição sem antes explicar os motivos de Cristo ter morrido (RICHARDSON, 1995)[4].
VII. Deus não precisa de teorias sobre como evangelizar o mundo ou de alguém que possua uma excelente oratória para salvar os eleitos (vv.32-34).
VIII. Deus não esqueceu Sua criação nem nos deixou à mercê de Satanás ou de nós mesmos, como afirmam os deístas; Ele não está assentado na eternidade observando explosões cósmicas enquanto definhamos aqui. Talvez nossa igreja seja um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. E isso é o testemunho vivo do Deus que criou tudo o que existe, que não é subordinado à vontade humana ou ao seu engenho, mas é Ele mesmo – através de Sua infinita graça – quem nos concede viver e sobreviver. O SENHOR continua atuante por meio do Seu povo.
Idolatria é a face mais aterrorizada das nossas necessidades distorcidas de relacionamento e, paralelamente, dedicar nossa vida à uma religiosidade meramente intelectual é o atalho racional mais rápido ao inferno. Os filósofos possuem um saber que angustia, mas a Palavra de Deus é a nossa eterna consolação.

[1] RICHARDSON, D. O Fator Melquisedeque. São Paulo: Vida Nova, 1995.
[2] BOYER, O.S. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo: Editora Vida, 2002.
[3] Conferir o sentimento de Paulo no v.16.
[4] RICHARDSON, D. O Fator Melquisedeque. São Paulo: Vida Nova, 1995.

Adormecidos no Jardim da Angústia.


Por Milton Júnior

Assunto (tema): Dispersão espiritual nas tribulações e a vontade de Deus.
Objetivo: Desafiar a igreja cristã a viver atenta em oração para não negligenciar as reais metas de Deus para o seu povo em momentos de adversidade.
Introdução
 Diante da angústia extrema de Deus ante o terrível evento da crucificação é possível recordar, parafraseando, um hábil pregador cristão chamado Paul Washer quando este diz que é inaceitável pensar que esta cena foi uma demonstração de fraqueza da parte de Jesus Cristo; pois, se homens pecadores alegremente cantavam louvando a Deus por serem martirizados, como crer que o Senhor dos exércitos teve medo e hesitou?
Conta-se que, em certa ocasião, Napoleão, o famoso general francês do século XVIII/XIX, reunia seu exército para mais uma batalha quando algo o chamou atenção: um jovem bem peculiar em uma das últimas fileiras de um batalhão; a quem mandou chamar para comparecer diante de si e de todo o exército; seus cabelos estavam desgrenhados, sua farda desajeitada, sua fivela e suas botas sem brilho pela sujeira... Um episódio realmente decadente.
O general o observou bem e perguntou-lhe: – Qual o seu nome, soldado?
“Napoleão”, respondeu prontamente o jovem.
Ao que replicou severamente o grande estrategista: – A partir de hoje, ou você muda de atitude ou muda de nome!
Assim tem agido uma porção de pessoas que proclamam-se cristãs. Cristo é o seu camarada, não seu Deus!
Será que temos respondido ao chamado do nosso general, Jesus Cristo, com o mesmo sentimento de dever e ânimo que ele? Será para nós motivo de glória sermos chamados cristãos? Será preciso rever nossos conceitos sobre a vida espiritual cristã? Deus nos convoca hoje a comparecer diante de si...

Texto Bíblico: Mateus 26:31-46.
  
I.                   A antiga profecia se cumpre (v. 31):
A.    “Desperta, ó espada, contra o meu pastor e contra o homem que é o meu companheiro, diz o SENHOR dos Exércitos; fere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas; mas volverei a mão para os pequeninos” (Zacarias 13:7).
II.                A nova profecia é anunciada (v. 32):
A.    “Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia” (Mateus 28:6).
III.             Promessas precipitadas (vv. 33-35):
A.    Pedro negará Cristo por três vezes e juntamente com os outros discípulos o abandonará na hora mais adversa;
B.     “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (Provérbios 18:13);
C.     Muitos de nós não ouvimos as palavras de Jesus e precipitamo-nos em uma vida espiritual de frustrações, vergonha e medo. Servir a Cristo requer atenção, sabedoria e decisão!
IV.             Os soldados podem estar dormindo, mas o general está velando (36-46):
A.    As pessoas freqüentemente preferem “cantar e dançar”, “comer e beber”, “cair e dormir”, mas serão consumidas pela fraqueza de sua carne na hora da aflição;
B.     Pedro por três vezes o negaria (v. 34), os discípulos por três vezes dormiriam (vv. 40, 43 e 45), porém Jesus por três vezes oraria (vv. 39, 42 e 44);
C.     Jesus Cristo não foi demovido de sua missão porque estava receoso, amedrontado, ocupado ou cansado! No entanto, por três vezes consecutivas foi orar para entregar-se à vontade e aos cuidados de Deus! Onde estamos quando a igreja se reúne para adorar ao Deus de toda a glória? O que estamos fazendo quando o povo de Deus se une em oração? Será que estamos adormecidos no jardim da angústia?
D.    Vigiar e orar é a estratégia do nosso Senhor para a vitória contra a tentação de apartar-se da plena vontade de Deus, não que Jesus tenha se esquivado, sua pureza o repelia da cruz; ele mesmo, espiritualmente ansioso para cumprir a vontade divina disse (v. 46a): “Levantai-vos, vamos” (DAVISON, 1997). Não podemos esquecer de que somos feitos de uma matéria física e moral corruptível, contudo os dispositivos espirituais que Deus nos concedeu em Cristo estão à nossa disposição; são as nossas armas nas árduas batalhas espirituais. 

Adonias


Por Milton Júnior

Adonias viveu aproximadamente a nove séculos a.C. e foi o quarto filho de Davi com uma mulher chamada Hagite; seu nome significa, ironicamente, “Jeová é meu Senhor” (2 Sm 3:2-5)[1]. Sendo, aparentemente, o filho vivo mais velho de Davi tentou aproveitar-se da frágil e prematura velhice de seu pai para apossar-se do trono de Israel. A vontade do rei Davi de que fosse sucedido por Salomão pode ter parecido a Adonias um capricho passageiro, já que esse desejo não havia sido manifestado publicamente[2].
Davi, um extraordinário guerreiro, que obteve grandiosas vitórias pelo poder de Deus, um poeta e músico sensível ao Espírito de Deus, cujos escritos nos inspiram louvor e adoração ao Senhor, falhou em muitas outras áreas de sua vida e a criação de alguns dos seus filhos foi uma delas como podemos ver no caso de Amnom, Absalão e Adonias...
A Bíblia relata que, após a dolorosa perda de Amnom e o trágico fim de Absalão, Adonias “se exaltou, e disse: Eu reinarei” (1 Rs 1:5a). Daí passou a fazer os preparativos dignos de um novo rei, fez sacrifícios e deu um banquete aos seus seguidores. À priori, poderíamos pensar que seria muito justo se Adonias reinasse, já que pela linhagem real ele era o imediato sucessor ao trono; no entanto, a escolha oficial poderia vir apenas do rei vigente, Davi, seu pai, o que – definitivamente – não estava nos seus planos.
Uma pergunta pode surgir agora ao questionarmos se Adonias sabia ser errado proceder política e religiosamente dessa forma. Sim, ele sabia! Mas, por que, então, ele fez? A resposta é simples: Davi, seu pai, não o ensinou nos caminhos em que deveria andar e neste ponto de sua história ele estava desviado de todas as principais virtudes, irrevogavelmente. As Escrituras registram que “jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim?” (1 Rs 1:6a).  Uma criança estúpida sem correção será um adulto sem limites para o mal. Adonias promoveu um culto falso e celebrou o pecado.
O pretenso príncipe, outrora a inofensiva criança cujos pecados não foram repreendidos, rodeou-se de homens violentos e corruptos (1 Rs 1:7). Joabe era culpado do assassinato de dois oficiais em tempos de paz, Abner e Amasa (2 Sm 3:27; 20:10); a este matou por vingança, aquele por ambição de reaver seu antigo cargo de general no exército de Davi. Abiatar fazia parte da linhagem amaldiçoada do sacerdote Eli (1 Sm 2:27-34), um pai que não apenas negligenciou a educação dos filhos de modo que foram considerados como filhos de Belial, como usufruiu de seus pecados. Joabe foi morto (1 Rs 2:34) e Abiatar foi banido (1 Rs 2:26-27). Davi, possivelmente, não dedicou tempo ao seu filho Adonias para ensinar-lhe a reconhecer a amizade de homens piedosos e honrados e acompanhar-se deles, assim como foi entre ele e Jônatas (1 Sm 18:1-4;19:1-10; 20). Quem poderia nos dizer no que se tornaria o glorioso reinado de Davi se esse homem chegasse ao poder?
Quem ajuda no mal sempre abandona na hora da necessidade. Adonias viu-se repentinamente desgraçado e abandonado por seus partidários quando, muito seguro de sua tolice, nem percebeu que o povo celebrava um novo rei, e que não era ele... (1 Rs 1:41-49). Adonias, amedrontado, teve que pedir pela misericórdia de Salomão e reconhecer sua legitimidade como rei (1 Rs 1:50-53). Contudo, como diz o ditado “quem fala demais dá bom dia a cavalo”, o abobalhado Adonias não se contentou com a dádiva de ter sua vida poupada e lá foi ele novamente meter-se em confusão, só que dessa vez sem volta... Adonias pediu para casar-se com Abisague, a belíssima jovem sunamita que aquecia ao rei Davi em sua velhice; no entanto, ele não atinou que seu pedido apenas reforçaria a idéia ilegal e pecaminosa de sucessão ao trono, já que Abisague era parte do harém de Davi, logo, sua herdeira. A falta de sabedoria em seu pedido resultou-lhe a própria morte (1 Rs 2:13-25). Adonias, por sua falta de senso, morreu como um louco por não perceber a gravidade das suas intenções.

De tudo o que se tem dito a suma é:

1.      “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22:6).

2.       “A posse antecipada de uma herança no fim não será abençoada” (Pv 20:21).

3.       “Os lábios do justo apascentam a muitos, mas, por falta de senso, morrem os tolos” (Pv 10:21).


[1] BOYER, O. S. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo: Editora Vida, 2002.
[2] DAVISON, F. O Novo Comentário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 2007.

A humildade antecede a honra.


Por Milton Júnior
 aprendendo com a humildade do Mestre

Tema: Humildade na liderança.
Objetivo: Demonstrar biblicamente como um bom líder pode servir à sua comunidade com verdadeira humildade e ser honrado por isso.

Introdução

Roboão foi o sucessor do rei Salomão nove séculos antes de Cristo. Ele tinha quarenta anos quando começou a reinar e permaneceu no trono por dezessete anos. Por um lado, seu reinado foi marcado pela arrogância, tolice e idolatria, por outro, pelo arrependimento e disciplina do Senhor. Todos os males que oprimiram a coroa de Roboão originaram-se de seu desprezo pela humildade. Podemos definir humildade como a virtude pela qual se manifesta nossa fraqueza ou nosso demérito (BOYER, 2002)[1]. A Bíblia nos ensina que “o temor do SENHOR é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra” (Provérbios 15:33).

1. O tropeço...

ü  O povo de Israel vivia sobrecarregado pelos trabalhos forçados, os quais Salomão impôs sobre eles, e desejavam ser, naturalmente, respeitados (1 Reis 12:1-4).
ü  Roboão desprezou o piedoso conselho de amigos fiéis para acolher os absurdos pecaminosos de cúmplices depravados porque adorava ser servido e detestava servir (1 Rs 12:5-11).
ü  Se a nossa vida não serve a Deus não serve para mais nada, senão a Satanás e ao pecado.

2. A queda...

ü  Diante de tão imprudentes palavras, o povo deu as costas a Roboão e as dez tribos do Norte fizeram para si um rei, Jeroboão, dando início a uma série de desgraças que surgiram dos pecados desse rei: Divisões, guerras e idolatria (1 Rs 12:16-24; 13; 14:1-20).
ü  As conseqüências de atos soberbos podem ser irreversíveis. A divisão provocada pela atitude de Roboão dividiu a nação de Israel definitivamente e a enfraqueceu de tal modo que foram todos dominados por Sisaque, rei do Egito, em 925 a.C. e forçados a pagarem pesados tributos a um regente ímpio (1 Rs 12:19; 1 Rs 14:25-26).
ü  O eficaz ataque de Sisaque teve por causa a rejeição de Roboão à Lei do Senhor, rejeitando assim o conselho e a dependência de Deus (2 Cr 12:1-8).
ü  Nenhum líder poderá ser bem sucedido sem o conhecimento das Escrituras, que o leva à piedade e, da piedade, a todos os atos de exemplar humildade.
ü  Faz-se necessário um pesado jugo sobre os orgulhosos para ensinar-lhes a diferenciar o prazer de se submeterem a Deus e o terror de serem esmagados pelas conseqüências do pecado (2 Cr 12: 7-8). Quem não se humilha diante de Deus será humilhado pelo pecado.  

3. A cura...

ü  O melhor líder, o mais respeitado, o mais amado, será aquele que der o mais piedoso exemplo de humildade, sabedoria e serviço aos seus seguidores. Vejamos o exemplo de Jesus no Evangelho de João 13:1-17.
ü  Uma ênfase no ministério de Jesus Cristo era mostrar como servir humildemente aos nossos semelhantes pode ser um dos maiores atos de amor, um testemunho de vida com Deus, um pequenino, porém eloquente, distintivo que diz às pessoas quem somos e para quê servimos, de onde viemos e para onde vamos...   
ü  Os mais eficazes instrumentos de trabalho de um bom líder são a toalha e a bacia. Se desejamos servir à gloria de Deus devemos servir humildemente uns aos outros conforme a capacidade que o Senhor deu a cada um de nós (1 Pe 4:10). E se não estamos em obediência aos Seus mandamentos, mas em obstinada oposição, devemos então seguir a dica de Tiago, que diz: “Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tg 4:10).

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[1] BOYER, O. S. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo: Editora Vida, 2002.

A Bem-Aventurada

Por Milton Júnior

Lucas 1:26-56.

·        Maria casou-se virgem e com alguém da mesma linhagem (v.27) / Sexo antes do casamento e relacionamentos mistos;
·         Ela era uma mulher que refletia sobre os acontecimentos e não se lançava às conclusões precipitadas (v.29) / Pessoas guiadas por seus corações pecaminosos e enganosos; 
·         Era uma mulher cujos pensamentos visavam apenas à pureza (v.34) / Impurezas e malícias;
·         Foi uma mulher plenamente submissa ao Senhor (v.38) / Mulheres insubmissas a Deus não respeitarão seus maridos e não edificarão suas casas;
·         Sua boca era um instrumento das bênçãos de Deus, uma fonte de vida (v.41) / Há mulheres que vivem de casa em casa fofocando e difamando os outros;
·         Havia nela a disposição de adorar e louvar ao Senhor com naturalidade e alegria espiritual (vv.46-47) / São muito duvidosas certas “alegrias” extravagantes de certas mulheres, as quais não possuem recato nem discrição, são infantis e orgulhosas; nunca se dispõem a fazer o que é necessário na obra de Deus, o servem como acham melhor para si mesmas;
·         Maria tinha fé nas promessas de Deus ao seu povo, pois conhecia as Escrituras (vv. 54-55) / Não são poucas as mulheres que não possuem nenhuma direção na vida, porque rejeitam o conhecimento de Deus nem possuem intimidade com o Senhor, desvirtuando o caminho de outras pessoas;

O desafio que fica é:

Mulheres, que suas vidas sejam puras e imaculadas o suficiente para que, se necessário o Salvador nascesse novamente, fosse no seu ventre onde ele encontraria um lugar comum à sua santíssima dignidade e que, imitando os passos da humilde serva de Deus, sejam sempre bem-aventuradas!

Dinâmica da tarefa bíblica


Dinâmicas para sociedade feminina e/ou mocidade


O orientador da brincadeira confecciona de antemão um exercício bíblico simples, com 5 a 7 perguntas e os digita em duas vias. No momento da brincadeira, os participantes deverão ser divididos em dois grupos e dada a palavra de ordem do organizador, os grupos terão de responder de forma escrita as perguntas do exercício. Vence o grupo que responder todas as perguntas corretamente em primeiro lugar.

Dinâmica dos três animais


Dinâmicas para sociedade feminina e/ou mocidade

 
Cada participante deverá escrever em um pedacinho de papel o nome de três animais. Em seguida, o orientador da dinâmica anuncia que os participantes devem passar seus papéis para a pessoa que está à sua direita. Depois cada pessoa é informada (em voz alta, de uma s[o vez) de que o 1º animal é o que ela pensa que é; o 2º animal é o que os outros pensam que ela é e o 3º animal é o que ela realmente é. Então cada um, na sequência, deve dizer para todos: “Eu acho que eu sou um...; os outros pensam que eu sou um..., mas na verdade eu sou um...”. É bem descontraída essa dinâmica. O bom é procurar encontrar o lado bom das coisas...

Dinâmica da palavra rápida


Dinâmicas para sociedade feminina e/ou mocidade

Os participantes devem estar sentados ou de pé em círculo e o primeiro fala qualquer palavra, exemplo: “sol”. O participante seguinte deverá dizer: “sol me lembra” e pronuncia outra palavra que tenha ligação semântica com sol, por exemplo: praia. A dinâmica segue adiante da mesma forma. Cada participante deverá dizer a palavra anterior e dizer do que ela lhe lembra. O participante que demorar para responder ou disser uma palavra que não tenha nenhuma relação com a anterior sai do círculo. Vence o participante que ficar por último sem errar!